Suprema Corte nega recurso que visava prejudicar a campanha do candidato democrata

A Suprema Corte dos Estados Unidos recusou, nesta terça-feira, uma ação movida por autoridades do governo de Ohio que pretendia proibir a votação antecipada no estado a menos de um mês das eleições presidenciais. A medida tomada pela instância máxima da justiça americana representa uma vitória para Barack Obama, principal defensor desse direito.

Barack Obama faz comício durante campanha presidencial (arquivo)
AP
Barack Obama faz comício durante campanha presidencial (arquivo)

A batalha judicial teve início quando legisladores republicanos de Ohio entraram com uma ação que visava proibir a votação antecipada no estado até uma semana antes das eleições, salvo para militares. A partir daí, a campanha democrata apelou contra a decisão com intenção de garantir o direito para todos os eleitores cadastrados, sem distinção.

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Segundo o argumento da comitiva de Barack Obama, se um direito é dado a uma categoria, esse mesmo direito precisa ser ampliado para todas os cidadãos. Ainda de acordo com os democratas, muitos eleitores pobres e de outras minorias, como latinos e asiáticos, preferem votar com antecedência.

Em um comunidado emitido nesta terça-feira, a campanha de Barack Obama comemorou a decisão. "Estamos contentes com a decisão da Suprema Corte em não anular a decisão que permite que eleitores possam votar com até uma semana de antecedência em Ohio", diz a nota.

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Com a decisão da Suprema Corte, cabe a cada estado americano decidir se irá permitir ou não a votação antecipada. Se optar pela permissão, ela precisa valer para todos os tipos de eleitores.

Segundo Richard L. Hasen, especialista em legislação eleitoral, a decisão pode significar a vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais de novembro.

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