União Europeia amplia sanções sobre economia do Irã

Bloco impõe novas punições contra setores bancário, de transportes e industrial, aumentando pressão por negociação sobre programa nuclear

iG São Paulo |

Os países da União Europeia concordaram nesta segunda-feira em impor novas sanções contra os setores bancário, de transportes e industrial do Irã, na tentativa de convencer o governo iraniano a negociar sobre seu programa nuclear.

As novas sanções marcam um dos movimentos mais duros da Europa contra o Irã até hoje e uma mudança significativa de política para o bloco de 27 países, que até então estava focado em atingir pessoas e empresas específicas com restrições econômicas.

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AP
Preisdente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, visita usina de Natanz (foto de arquivo)

A chefe de política externa da UE, Catherine Ashton, disse esperar que a maior pressão sobre o Irã convença o país a fazer concessões e que as negociações possam ser retomadas "muito em breve".

"Eu totalmente acho que há espaço para negociações", afirmou Ashton, que representa os Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido, França e Alemanha nas negociações com o Irã. "Espero que sejamos capazes de progredir muito em breve."

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O ministro das Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle, foi mais pessimista do que Ashton. "O Irã ainda está jogando para ganhar tempo", disse. "Não vemos disposição suficiente para negociações substanciais sobre o programa nuclear."

O Irã sustenta que seu projeto nuclear tem apenas fins energéticos pacíficos. Em três rodadas de negociações desde abril, o país se recusou a reduzir sua atividade de enriquecimento de urânio, a menos que as sanções econômicas principais sejam rescindidas.

Mas os governos da Europa e dos Estados Unidos, duvidando da preparação do Irã para mais do que "negociações sobre as negociações", estão, ao invés disso, apertando o cerco financeiro sobre Teerã, e temores de uma nova guerra no Oriente Médio estão crescendo.

As sanções já estão causando danos significativos para a economia iraniana, notadamente devido a um embargo de petróleo imposto pela União Europeia este ano e novas sanções financeiras aplicadas pelos Estados Unidos.

Com Reuters

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