Em Ramallah, Patriota defende reconhecimento de palestinos na ONU

Chanceler brasileiro encontra presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, em segundo dia de visita ao Oriente Médio

iG São Paulo |

O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou nesta segunda-feira, durante visita a Ramallah, na Cisjordânia, que a  iniciativa palestina para conseguir seu reconhecimento como um Estado observador não membro da Organização das Nações Unidas (ONU) deverá reforçar seu poder negociador.

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Reuters
O chanceler brasileiro, Antonio Patriota, e o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, em Ramallah

"Somos conscientes de que (com o reconhecimento) podem ser abertas novas oportunidades aos palestinos para se relacionar com a comunidade internacional, melhorar seu poder negociador nesta situação tão complexa", afirmou Patriota, depois de se reunir com o ministro das Relações Exteriores palestino, Riad Maliki.

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Patriota também se reuniu com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que fez um apelo ao ministro para que a comunidade internacional se empenhe não só na busca pela paz no Oriente Médio, mas também na criação do Estado da Palestina independente e autônomo. Patriota reiterou o apoio à causa palestina e disse que a participação da ONU é fundamental nesses esforços.

Durante a reunião, Abbas lembrou que há cerca de 5 milhões de refugiados palestinos no mundo. Adultos, jovens e crianças sem condições de viver na região e que buscam abrigo em outros países na tentativa de ter qualidade de vida e condições de sobrevivência. Abbas agradeceu e reiterou o empenho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao tema.

Com Maliki, o chanceler brasileiro abordou as relações bilaterais e os esforços em matéria de cooperação. Maliki agradeceu o apoio do Brasil ao povo palestino e seus esforços para seguir liderando, junto com outros atores internacionais, os esforços de paz na região para estabelecer um Estado palestino junto a Israel.

Diante dos dirigentes israelenses com os quais se reuniu no domingo, o ministro brasileiro das Relações Exteriores defendeu um maior protagonismo do País no Oriente Médio como um eventual mediador para paz.

Com EFE e Agência Brasil

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