Colômbia atrasa chegada à Noruega para negociação de paz com as Farc

Negociadores dos dois lados prometem chegar a tempo para entrevista coletiva na quarta-feira sobre acordo que tenta encerrar conflito de quase 50 anos

iG São Paulo |

Negociadores do governo colombiano adiaram o embarque à Noruega para as negociações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que têm o objetivo de encerrar quase meio século de conflito. Os representantes de ambos os lados, porém, ainda planejam chegar a tempo para seu único evento público no país, programado para quarta-feira.

Autoridades do governo colombiano, as quais se esperavam que chegassem à Noruega durante o fim de semana, não chegarão até terça-feira devido a "dificuldades logísticas", afirmou uma porta-voz do governo. Não ficou claro quando as Farc chegariam.

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AFP
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, faz pronunciamento sobre as Farc em Bogotá (arquivo)


As duas partes concordaram em agosto em iniciar negociações nas primeiras duas semanas de outubro, mas já haviam adiado a chegada uma vez, à medida que trabalhavam para repassar todos os detalhes para as conversações, que serão realizadas sob o princípio de que "nada será acordado até que tudo seja acordado".

A Noruega, mediador entre as partes há anos, recuou-se a comentar o atraso. O jornal colombiano El Espectador disse que ele é resultado de uma mudança tardia no grupo de negociadores das Farc, que gerou preocupações no governo colombiano.

Os negociadores das Farc incluíram a holandesa Tanja Nijmeijer, uma medida que o governo colombiano recusou a aceitar, porque ela não era uma cidadã colombiana, noticiou o jornal. Entretanto, os rebeldes argumentaram que os termos do acordo permitiam-lhes escolher livremente os membros de sua equipe.

As negociações de paz já falharam diversas vezes anteriormente.

Espera-se que as conversas em Oslo concentrem-se em estabelecer o terreno para negociações posteriores e depois se espera que as partes envolvidas mudem-se para Havana, em Cuba, para a parte mais substancial das discussões.

Com Reuters

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