Osama bin Laden pode ser o trunfo da campanha de Obama

Eleições norte-americanas, que acontecem no dia 6 de novembro, podem ser influenciadas por um filme independente sobre a morte do terrorista

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Antonio Martín Guirado. Los Angeles (EUA), 14 out (EFE).- A morte de Osama bin Laden, uma das grandes conquistas do Governo Obama, poderia ser um trunfo nas eleições presidenciais do dia 6 de novembro, devido ao lançamento de um filme independente, a primeira grande dramatização sobre a operação, dois dias antes das eleições.

O filme de John Stockwell chamado "Seal Team Six: The Raid On Osama bin Laden", terá sua estreia mundial no domingo dia 4 de novembro no canal "National Geographic". Produzido por Nicolas Chartier ("Guerra ao Terror") e distribuído pela The Weinstein Company, este é o primeiro longa-metragem da "National Geographic" baseado em fatos reais.

O filme detalha toda a operação que acabou com o líder da rede terrorista Al Qaeda, no que foi o melhor momento da Administração Obama e que agora poderia revitalizar, com um incentivo de última hora, suas chances para permanecer na Casa Branca por mais quatro anos, uma vez que as pesquisas de opinião apontam para um empate frente a seu rival, o republicano Mitt Romney.

Os eventos retratados na obra, focados nas ações do comando americano dentro do complexo residencial de Abbottabad onde Bin Laden foi morto, foram examinados de perto por uma equipe de especialistas que incluía um membro da Marinha americana, um agente aposentado da CIA e um historiador especialista no líder da Al Qaeda.

"Embora algumas caracterizações tenham sido dramatizadas por razões criativas, o núcleo da história é um retrato fiel do evento que pôs fim à mais longa caçada humana na história da América", disse a "National Geographic" em comunicado. "Seal Team Six: The Raid On Osama bin Laden" estará disponível no Netflix um dia após a estreia na "National Geographic".

Harvey Weinstein, um fervoroso democrata, comprou os direitos do filme em maio, que na época era intitulado "Code Name Geronimo", por US$ 2 milhões, em um acordo fechado durante o Festival de Cinema de Cannes, e a "National Geographic" decidiu incluí-lo em sua programação. Weinstein optou por Hillary Clinton nas prévias democratas de 2008, mas desde então não duvidou em dar seu apoio a Obama.

No entanto, Howard Owens, presidente da "National Geographic", descartou que o popular produtor esteja usando a rede de TV para influenciar as eleições. "Harvey, obviamente, não é quem decide a nossa programação", sustentou Owens, admitindo ter escolhido essa data para reunir em frente da TV o maior número de espectadores possíveis e para divulgar a programação de fim de ano, com o filme de suspense histórico "Killing Lincoln", narrado por Tom Hanks.

O longa-metragem, com roteiro de Kendall Lampkin, tem no elenco Cam Gigandet ("Crepúsculo"), Anson Mount, Freddy Rodríguez, Xzibit, Kathleen Robertson, Eddie Kay Thomas, Robert Knepper e William Fichtner.

Desde os atentados de 11 de setembro de 2001, o fato de Bin Laden continuar livre se transformou num terrível fardo para os serviços de inteligência americanos e para o governo de George W. Bush, que deixou o poder sem conseguir capturar o inimigo público número um dos EUA, apesar de garantir que o queria "vivo ou morto".

Por isso a captura de Bin Laden é considerada, além de um momento histórico, um dos grandes trunfos de Obama durante a corrida eleitoral. A operação, de "precisão cirúrgica" segundo altos funcionários americanos, ocorrida em maio de 2011, terá uma nova recriação cinematográfica, com um orçamento maior e com a diretora ganhadora do Oscar Kathryn Bigelow, intitulado "Zero Dark Thirty", com estreia prevista para 19 de dezembro.

Para esse projeto, Bigelow conta novamente com o roteirista Mark Boal ("Guerra ao Terror") e entre os atores estão: Joel Edgerton, Jessica Chastain e Mark Strong. O estúdio Sony Pictures decidiu que o filme vai estrear somente depois das eleições para não politizar seu conteúdo. EFE mg/rpr/ma

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