Eleições locais na Rússia testam popularidade de Putin

ONG e oposição denunciam fraudes nas eleições municipais, enquanto governo garante que pleito 'transcorre em clima de tranquilidade'

iG São Paulo |

A Rússia realizou eleições locais desde o mar Báltico até a fronteira com a China neste domingo (7), testando a popularidade do presidente Vladimir Putin após cinco meses de seu novo mandato.

O partido Rússia Unida, do atual governo, deve vencer em cerca de 5 mil disputas, mesmo após um conflito que o fez perder dezenas de assentos no parlamento do país nas votações de dezembro e desencadeou protestos da oposição contra os 12 anos de governo Putin.

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AP
Homem deposita seu voto na urna em colégio eleitoral na cidade de Khimki, nos arredores de Moscou

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Os opositores acusam o Kremilin de usar sua posição para favorecer candidatos de forma injusta, ao retirar adversários em potencial das disputas e pressionando funcionários públicos. Entre as acusações está a de voto múltiplo.

A eleição deste domingo vai escolher, também, governadores regionais de cinco das 83 províncias do país desde que o governo russo restaurou as eleições populares para o cargo.

A ONG Golos, defensora do direito de voto e transparência no processo eleitoral russo, recebeu ao menos 700 denúncias de irregularidades nos colégios eleitorais do país. Segundo o site da entidade, em 160 ocasiões, foram infringidos os direitos dos observafores e jornalistas acompanharem o pleito.

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Além disso, outras 143 irregularidades foram detectadas, como uso fraudulento das cédulas de votação, pessoas votando fora do local de votação. Também foram reportados casos de alteração do regime de funcionamento dos colégios eleitorais, pressão de autoridades, suborno, violação das normas de propaganda eleitoral.

Assim como fez nas últimas eleições presidenciais e nas legislativas, foi criado um mapa com as infrações no pleito. Devido a esse instrumento, a procuradoria russa iniciou um processo contra a ONG. A oposição também vem questionando o processo eleitoral.

Vadim Potomski, candidato ao governo da região de Briansk, do Partido Comunista da Rússia, disse à Interfaz que observadores da sua legenda já detectaram cerca de 600 infrações cometidas pelo governista Rússia Unida.

Segundo o candidato, há casos de carrosseis, que é como se chama, quando grupos de pessoas são levadas para várias colégios eleitorais e depositam seu voto em cada um deles, depois de receber uma cédula de votação.

O governo russo, entretanto, nega a detecção de qualquer incidente. "O pleito transcorre em clima de tranquilidade. Não houve infração séria durante a votação", afirmou Yuri Demidov, tenente-general do Ministério de Assuntos Interiores.

Com Reuters e EFE

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