Presidente egípcio desiste de destituir procurador-geral

Mursi destituiu auxiliar na quinta-feira, no dia seguinte à absolvição de membros do alto escalão do regime de Mubarak

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O presidente egípcio, Mohammed Mursi, revogou neste sábado sua decisão de destituir o procurador-geral Abdelmeguid Mahmoud, que se negou a abandonar o posto, informou o vice-presidente do Egito, Mahmoud Meki. Em entrevista coletiva, Meki explicou que Mursi tomou a decisão depois que o Conselho Supremo de Justiça solicitou que Mahmoud permanecesse no cargo.

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"Preservar o Poder Judiciário, da mesma forma que os outros poderes do Estado, é um objetivo fundamental e o presidente da República trabalha para salvaguardar a Justiça", disse Meki. Mursi destituiu Mahmoud na quinta-feira, no dia seguinte da absolvição de vários ex-altos integrantes do antigo regime do presidente deposto Hosni Mubarak (1981-2011) pela morte de manifestantes durante a revolução.

Mahmoud, no entanto, não aceitou a decisão presidencial e argumentou que a lei estabelece que o chefe de Estado não pode demitir o procurador-geral, salvo se ele mesmo solicitar ou se aposentar. Em sua queda-de-braço com Mursi, Mahmoud afirmou que não tinha intenção de renunciar e na mesma manhã foi trabalhar em seu escritório na sede do Tribunal Superior de Justiça, onde centenas de juízes o esperavam para manifestar seu apoio.

Ontem, a Irmandade Muçulmana organizou um protesto na praça Tahrir, no Cairo, para protestar contra a decisão judicial e pedir a renúncia de Mahmoud, o que desencadeou confrontos com manifestante anti-Mursi, nos quais mais de 100 pessoas ficaram feridas. 

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