Ex-presidente das Filipinas é internada em Manila após problema cardíaco

Aos 65 anos, Gloria Macapagal Arroyo enfrenta acusações de corrupção e tráfico de influência durante o seu governo

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Manila, 12 out (EFE).- Ex-presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo deu entrada, nesta sexta-feira, na Unidade de Cuidados Intensivos de um hospital do país por conta de um problema cardíaco, uma semana depois de ser detida acusada de corrupção, informou a imprensa local.

A diretora do Veterans Memorial Medical Center de Manila, Nona F. Legaspi, disse que Gloria, de 65 anos, foi diagnosticada com uma isquemia coronária - doença que bloqueia a circulação sanguínea ao coração - depois de sentir fortes dores no peito.

"É algo que não se pode deixar passar e é preciso fazer um acompanhamento do paciente. É por isso que transferimos Gloria à UCI", disse Nona, segundo o canal "ABS-CBN". "A isquemia não é algo superficial. Pode levar a um infarto do miocárdio, o que também chamamos de ataque no coração", acrescentou a diretora, que descartou que Gloria possa comparecer perante o tribunal na próxima segunda-feira.

A ex-presidente foi chamada para comparecer a uma audiência do julgamento no qual é acusada pela Promotoria de desviar 365 milhões de pesos (R$ 17,7 milhões) dos cofres da loteria estadual. Gloria permanece, desde 4 de outubro, sob custódia policial no hospital militar, onde foi detida pelo suposto furto de 500 milhões de pesos (R$ 14,2 milhões) de uma organização beneficente do governo.

Em 25 de julho, a ex-líder obteve liberdade pagando fiança e abandonou o Veterans Memorial Medical Center, onde tinha passado oito meses sob detenção por suposta fraude eleitoral cometida em 2007.

Em outro processo à parte, Gloria também deve enfrentar uma acusação de corrupção e tráfico de influência, em relação a um contrato estatal de US$ 329 milhões para instalação de uma rede nacional de internet de alta velocidade com a empresa chinesa ZTE.

Até o momento, nenhum dos delitos atribuídos a Gloria e seu marido, o empresário José Miguel Arroyo, foram provados. Apesar dos processos judiciais e de uma doença que a manteve em cadeira de rodas durante meses, a mulher que governou as Filipinas de 2001 a 2012, continua ativa na política como parlamentar e deve tentar a reeleição nos pleitos de 2013.EFE jc/ff

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