Romney muda o tom e diz que não fará projeto para limitar aborto

Candidato republicano busca melhorar sua aceitação entre o eleitorado feminino dos EUA

iG São Paulo |

O candidato republicano à Casa Branca, Mitt Romney, com pouca aceitação entre o eleitorado feminino, afirmou que não prevê, se for eleito em novembro, nenhum projeto para limitar o direito ao aborto. A declaração foi feita em um ato de campanha realizado na noite de terça-feira, no momento em que Romney registra seu melhor desempenho em pesquisas de intenção de voto.

Veja também: Especial do iG sobre as eleições nos Estados Unidos

"Não tenho conhecimento de nenhum projeto de lei sobre o aborto que forme parte de meu programa", declarou o republicano em uma entrevista ao jornal Des Moines Register, de Iowa, um estado muito disputado também pelo democrata Barack Obama.

AP
Candidato Mitt Romney em ato eleitoral no estado de Iowa

No entanto, uma de suas porta-vozes informou em uma mensagem enviada ao jornal National Review que Romney pode apoiar "qualquer legislação que tenda a proteger mais a vida".

Mitt Romney assegura, no entanto, que reativará, por decreto, uma medida que proibiria a utilização de ajuda externa americana para financiar centros de planejamento familiar que pratiquem abortos.O presidente Barack Obama anulou este decreto no início de seu mandato.

Em campanha, o republicano afirmou em várias ocasiões que era favorável a anular uma decisão do Supremo Tribunal de 1973 que legalizou o aborto em todo o país. Segundo ele, a interrupção deve ser ilegal exceto em caso de estupro, incesto e perigo para a saúde ou a vida da mãe.

A distância de Romney em relação a Obama entre o eleitorado feminino anunciada pelas pesquisas pode explicar o recente deslocamento do republicano em direção a  uma posição menos rígida após uma campanha conservadora nas primárias.

Nas últimas pesquisas divulgadas por institudos americanos, Romney e Obama aparecem virtualmente empatados entre os eleitores propensos a votar. Ambos atingiram 46% das intenções de voto nos Estados Unidos. O resultado foi uma grande reviravolta nas eleições, já que o atual chefe de Estado aparecia cinco pontos na frente do republicano antes do primeiro debate presidencial, realizado na semana passada, em Denver.

Críticas

A campanha do presidente americano Barack Obama acusou nesta quarta-feira o republicano Mitt Romney de esconder de forma cínica suas posições radicais sobre temas como os direitos das mulheres e outras questões para ganhar eleitores do vital centro político.

Os principais assessores de Obama ressaltaram as observações feitas por Romney sobre a polêmica questão do aborto, em meio à tentativa do republicano de suavizar as posições tomadas anteriormente para ganhar o apoio dos conservadores nas primárias do partido.

"Sabemos que Mitt Romney vai dizer qualquer coisa para vencer, a apenas 26 dias da eleição, ele está cinicamente escondendo suas posições", afirmou a vice-gerente de campanha de Obama, Stephanie Cutter, em uma teleconferência com jornalistas.

"O governador Romney tem sido desonesto sobre seus planos em questão após questão", disse. "Ele está tentando suavizar sua imagem, não apenas com as mulheres, mas com todos os eleitores", concluiu.

Com AFP e NYT

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