Polícia francesa encontra explosivos em investigação de militantes islâmicos

Ação conduzida pelo esquadrão antiterrorismo aconteceu em cidade próxima a Paris

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A polícia antiterrorismo da França encontrou materiais para a fabricação de bombas e armas durante a investigação de supostos radicais islâmicos baseados em várias cidades do país, informou o promotor François Molins nesta quarta-feira.

Molins disse que os 11 suspeitos detidos em operações no fim de semana ficarão presos por mais 24 horas, após a descoberta feita em uma garagem nos subúrbios de Paris de produtos químicos usados para fazer explosivos, que pertenciam a um deles.

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Policiais franceses investigam residência usada por suposto membro de grupo radical islâmico

"Estamos claramente diante de uma rede terrorista extremamente perigosa", disse Molins em comunicado à imprensa. "É essencial prolongar a estadia deles na prisão."

Os investigadores vasculharam garagens na cidade de Torcy, perto de Paris, durante a noite depois que uma ação antiterrorismo no sábado terminou com a morte de um militante islâmico suspeito de ligação com o assassinato, no mês passado, de um judeu em um mercado. Outros 11 suspeitos foram presos.

Molins disse que uma espingarda, um revólver, sacos de nitrato de potássio, enxofre e uma panela de pressão foram descobertos em uma garagem utilizada por um suspeito, em cuja casa a polícia disse ter encontrado no sábado uma lista de grupos judaicos na região de Paris.

"Estes são produtos usados para fazer o que chamamos de explosivos improvisados", disse o promotor.

A comunidade judaica na França tem sofrido uma série de ataques nos últimos meses. No pior incidente, três crianças judias e um rabino estavam entre as sete pessoas mortas na cidade de Toulouse, em março, por um atirador inspirado na Al Qaeda.

Na semana passada, o governo disse que a ameaça terrorista se mantinha elevada, ao apresentar uma legislação que autoriza a polícia a prender suspeitos de envolvimento com terrorismo fora das fronteiras francesas.

Molins disse que a detenção dos 11 suspeitos pode ser novamente prorrogada por mais seis dias, se necessário.

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