Romney ataca política externa de Obama e defende papel mais assertivo aos EUA

Republicano diz que Casa Branca tem liderança fraca na crise da Síria, pede sanções mais duras contra Irã e alerta que risco de conflitos no Oriente Médio aumentou com democrata

iG São Paulo | - Atualizada às

O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney , atacou nesta segunda-feira a política externa do presidente Barack Obama, seu rival na eleição de novembro, dizendo que o risco de conflito no Oriente Médio aumentou durante seu mandato.

Em discurso no Instituto Militar da Virgínia, Romney tentou atacar Obama justamente na área em que ele leva ampla vantagem na visão dos eleitores. Dizendo que existe um "desejo por uma liderança americana no Oriente Médio", o republicano defendeu que os EUA assumam um papel mais assertivo no conflito na Síria, mude a ajuda ao Egito e imponham sanções mais duras contra o Irã.

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O candidato republicano à presidência dos EUA, Mitt Romney, discursa em Lexington, na Virgínia

Em seu discurso, Romney tentou mostra Obama como um líder fraco e criticou a resposta da Casa Branca ao ataque ao Consulado dos EUA em Benghazi, na Líbia, que matou o embaixador Chris Stevens.

"Os ataques contra a América no mês passado não podem ser vistos como aleatórios. Eles são expressões de uma batalha maior que está se desenvolvendo em todo o Oriente Médio, uma região que está no meio de sua revolta mais profunda em um século", afirmou. "O ataque mais recente não pode ser atribuído a um vídeo que insulta o Islã, apesar das tentativas do governo de nos convencer disso", acrescentou, em referência a um filme americano anti-Maomé que provocou protestos muçulmanos.

No caso da Síria, Romney disse que Obama "falhou como líder" e acrescentou que, se eleito, trabalhará "com os parceiros dos EUA para identificar e organizar os membros da oposição síria que compartilhem nossos valores e garantir que eles obtenham as armas que precisam para derrotar os tanques, helicópteros e caças" do presidente Bashar Al-Assad.

Segundo Romney, os EUA estão perdendo "uma oportunidade histórica de fazer novos amigos que compartilhem seus valores no Oriente Médio". "Esperança não é estratégia", disse, numa menção a uma das principais palavras da campanha de 2008 de Obama.

O republicano disse que, se for eleito, não hesitará em impor novas sanções contra o Irã que, segundo ele, nunca estiveram tão perto de desenvolver um bomba nuclear. "Pelo bem da paz, precisamos deixar claro ao Irã - com ações duras, não apenas palavras - que a corrida atômica não será tolerada."

Obama é melhor avaliado que Romney entre os eleitores em questões de segurança nacional e resposta para crises. Mas o cenário internacional é uma prioridade distante se comparada à crise econômica, de acordo com pesquisas.

De qualquer forma, o discurso de Romney tenta explicar melhor sua visão sobre o tema. Após pesquisas recentes mostrarem que Obama tem pequenas vantagens em Estados cruciais para a eleição, a equipe de Romney reforçou os ataque, tentando aproveitar o impulso que o debate presidencial da semana passada deu à sua campanha.

Com AP e BBC

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