Egito anistia presos envolvidos em revolta que derrubou o presidente Mubarak

Líder egípcio Mohammed Mursi comunicou a medida que irá beneficiar centenas de pessoas

iG São Paulo |

Em uma nota publicada no seu perfil do Facebook, o presidente do Egito, Mohammed Mursi, anunciou a completa anistia para todas as pessoas presas durante as revoltas populares que levaram à queda do antigo líder egípcio Hosni Mubarak. Os atos foram classificados como necessários para "conduzir a revolução". Com a medida, calcula-se que mais de mil detentos sejam libertados.

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O perdão atinge todos aqueles que foram presos durante há cerca de um ano e meio, levando em consideração o início dos levantes populares em 25 de janeiro de 2011 até a posse do novo presidente, em junho de 2012. Serão anistiados aqueles que ainda aguardam julgamento, assim como os presos que já cumprem sentença. A única exceção será para aqueles que foram acusados de assassinato.

AP
Governo do Egito anunciou anistia para todas pessoas presas durante as revoltas contra o ex-presidente Mubarak (arquivo)

De acordo com a agência estatal de notícias, Mena, os nomes das pessoas com o direito a liberdade serão publicados com anuência do desembargador-geral do Egito e das forças armadas dentro de um mês.

A revolução egípcia foi motivada depois que inúmeros episódios de violência policial foram registrados na tradicional Praça Tahrir e pegaram carona nas manifestações de outros países da região, durante episódio conhecido como a Primavera Árabe. Ao todo foram 18 dias de protestos contra Mubarak, no poder havia 30 anos.

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Após a queda do regime autocrático, o exército controlou o país até a realização da primeira eleição presidencial dos últimos 30 anos, na qual Mohammed Mursi saiu vitorioso.

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