Eleição presidencial transcorre com tranquilidade na Venezuela

No poder há quase 14 anos, presidente da Venezuela aposta suas fichas em carisma e programas sociais para vencer jovem opositor Henrique Capriles

iG São Paulo | - Atualizada às

Com pequenos atrasos, a Venezuela começou em relativa tranquilidade neste domingo as eleições mais disputadas em dez anos. A votação opõe o carisma e popularidade do líder Hugo Chávez, no poder há quase 14 anos, contra as promessas do jovem opositor Henrique Capriles por mais empregos, segurança e igualdade.

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AFP
Mulher balança bandeira da Venezuela enquanto eleitores fazem fila para votar em Santa Cruz de Tenerife

Algumas zonas eleitorais não puderam ser abertas na hora marcada - 6h (4h30 de Brasília) - por falta de técnicos ou mesas, mas cerca de 90% dos centros operam normalmente. Embora houvesse temores de violência, até o momento, só foi registrada atividade de grupos de homens encapuzados motorizados que teriam causado tensão nas localidades de Catia, La Candelaria, e em San Bernardino, na capital Caracas.

Cerca de 19 milhões de eleitores devem comparecer às urnas para escolher entre o atual presidente, que tenta o quarto mandato seguido, e o candidato da oposição.

Os mais de 10 mil colégios eleitorais ficarão abertos até pelo menos 18h (16h30 de Brasília) e estão sendo observados por cerca de 140 mil militares.

Segundo informações de agências de notícias, a população de Caracas tem enfrentando longas filas em vários pontos. Algumas pessoas demoraram até três horas no processo completo, entre filas e demora no atendimento dos mesários. Mesmo com um grande número urnas eletrônicas, diversos aparelhos tiveram que ser substituídos.

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Na Espanha, as urnas também estão abertas para os mais de 20,3 mil eleitores venezuelanos registrados no país. Os colégios eleitorais de cinco cidades - Madrid, Barcelona, Bilbao, Tenerife e Vigo - foram abertos às 6h (2h, em Brasília) e fecham às 18h. Dos 19 milhões de eleitores venezuelanos em todo o mundo, cerca de 100 mil (0,53% do total) moram no exterior.

Votos

Os dois candidatos presidenciais votaram acompanhados de militantes e familiares em colégios eleitorais diferentes na capital Caracas. Após o ato, Hugo Chávez disse que irá respeitar o resultado das urnas e pediu para que a população mantenha a paz depois de encerrado o pleito.

O opositor Henrique Capriles também ressaltou seu compromisso em acatar o resultado das votações e afirmou que irá ligar para Chávez assim que souber o vencedor. "Estou muito contente com o andamento de tudo", disse.

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Disputa

Chávez, 58 anos, enfrentou o retorno de um câncer este ano e quer um novo mandato de seis anos para consolidar sua autodenominada revolução socialista na nação integrante da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Capriles, um jovem governador de 40 anos, correu uma maratona de oito meses de campanha com visitas casa a casa que mobilizou a oposição historicamente fraturada e estabeleceu sua melhor chance de conquistar a presidência desde a eleição de Chávez em 1998.

Uma derrota de Chávez retiraria do poder o grande líder do sentimento anti-americano na América Latina, enquanto potencialmente aumentaria o acesso das empresas petrolíferas às maiores reservas mundiais de petróleo. Já uma vitória permitiria a Chávez continuar a onda de nacionalizações e consolidar o controle sobre a economia.

Com BBC Brasil e Reuters

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