Chávez e Capriles votam em Caracas

Atual presidente da Venezuela pede que a população mantenha a paz ao final do pleito; opositor diz que irá telefonar para Chávez assim que souber do resultado

iG São Paulo |

O atual presidente e candidato à reeleição na Venezuela, Hugo Chávez, compareceu na tarde deste domingo ao colégio Manuel Palacios Fajardo, localizado no bairro 23 de Enero, em Caracas, para exercer o seu voto. Chávez, que estava acompanhado de sua família e do vice-presidente Elías Jaua, fez um apelo para que a população siga participando do pleito sem violência e reiterou seu compromisso em aceitar o resultado das urnas.

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Atual presidente Hugo Chávez coloca seu voto em urna na capital Caracas

"Esperamos que o processo da eleição termine em paz", afirmou Hugo Chávez, que reiterou sua vontade de dialogar com membros da oposição caso seja reeleito. "É importante que todos os setores que participam da vida política possam sentar e conversar. O diálogo e o compromisso com a Constituição são necessários para o país", disse.

Apesar de liderar as pesquisas durante boa parte da campanha para a presidência, Chávez viu o crescimento de seu jovem rival, Henrique Capriles, crescer bastante nesta reta final. Se reeleito, o atual líder do governo venezuelano poderá chegar a 20 anos exercendo o poder de maneira ininterrupta.

Capriles

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Após votar, Henrique Capriles disse que estava contente com o andamento das eleições na Venezuela

O opositor Henrique Capriles, de apenas 40 anos, também exerceu o seu voto na tarde deste domingo e declarou que está "muito feliz" com o processo eleitoral da Venezuela. Empolgado com algumas pesquisas que o colocaram na frente do atual presidente, Capriles também disse ligará para Hugo Chávez assim que souber do resultado das urnas.

"Os líderes precisam dar exemplo", disse Capriles, que votou no colégio eleitoral de Santo Tomás de Villanueva de Las Mercedes. "Estou muito feliz com todo o andamento das eleições. Coisas boas estão acontecendo", adicionou.

Ele também aproveitou para pedir paciência aos eleitores, que têm enfrentado longas filas para conseguir votar. "Vamos esperar o tempo que for necessário. O futuro depende disso", concluiu.

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