Clérigo islâmico Abu Hamza participa de primeira audiência em tribunal americano

Após ser extraditado pelas autoridades do Reino Unido, Hamza começa a ser julgado por 11 crimes, incluindo participação em atentados terroristas contra os Estados Unidos

iG São Paulo |

O clérigo islâmico Abu Hamza participou neste sábado de sua primeira audiência perante a Corte de Nova York, onde será julgado por onze crimes ligados ao terrorismo, entre eles o de ter participado do sequestro de 16 turistas ocidentais no Iêmen em 1998. Outros quatro suspeitos também compareceram diante de juizes americanos em outros estados.

O Saudita Jaled al-Fawwaz, de 50 anos, o egípcio Adel Abdul Bary, de 52, são acusados com outras 20 pessoas pelos atentados de 1998 contra as embaixadas americanas em Nairóbi e Dar es Salaam. Os britânicos Babar Ahmad, de 38 anos, e Syed Tahla Ahsan, de 32, requeridos pelos americanos por terem criado um site no Reino Unido para coletar fundos destinados ao financiamento de atentados, também participaram de audiências judiciais.

AP
Desenho mostra o clérigo Abu Hamza durante audiência na Corte de Nova York

Após ser extraditado pelas autoridades do Reino Unido na sexta-feira , Abu Hamza, de 54 anos, compareceu à audiência com os seus característicos ganchos removidos - ele perdeu ambas as mãos e um olho após a detonação de uma mina terrestre no Afeganistão. Ele estava vestindo um uniforme azul de sua unidade prisional e tinha cabelos e barbas aparados. Sabrina Shroff, advogada indicada pela Justiça americana para defendê-lo, solicitou que seus próteses fossem "imediatamente devolvidas".

O ex-imã de uma mesquita em Londres ouviu suas acusações silenciosamente, abrindo a boca apenas uma vez para confirmar a veracidade de suas assinaturas em diversos documentos utilizados na investigação do caso.

Os Estados Unidos tentou a extradição de Abu Hamza, também conhecido como Mustafa Kamel Mustafa, pela primeira vez em 2004. Após um longo imbróglio jurídico, o Reino Unido decidiu passá-lo para a custódia americana para a alegria de David Cameron. "Eu estou muito contente que ele finalmente deixou o país", afirmou o primeiro-ministro britânico.

O julgamento do clérigo radical deverá ser resumido na terça-feira, quando ele dirá se se declara culpado ou não das acusações.

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