Explosões destroem depósito de armas do Hezbollah no leste do Líbano

Fontes ligadas ao governo afirmam que ao menos três membros do grupo xiita morreram

iG São Paulo |

Explosões em um depósito de armas do Hezbollah deixaram ao menos três mortos e sete pessoas feridas nesta quarta-feira, em uma cidade no leste do Líbano. O número de vítimas deve subir, uma vez que jornalistas e emissoras de televisão não tiveram acesso ao local do ataque. Segundo testemunhas, o armazém continha munição e foguetes do tempo da última guerra com Israel, em 2006. Ainda não foi confirmado se o ataque partiu de militantes rebeldes da Síria.

De acordo com uma autoridade do governo do Líbano que não quis se identificar, foram registradas três explosões que destruíram completamente um prédio de quatro andares próximo à cidade de Baalbek, região amplamente dominada pelo grupo xiita.

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Apesar de estocados em depósitos adaptados, o Hezbollah mantém um grande arsenal de morteiros, foguetes e munição em várias cidades do Líbano. Fontes ligadas às forças de segurança do governo afirmam que o poderio bélico do grupo, considerado terrorista pelos Estados Unidos, rivaliza com o do próprio exército libanês.

Morte de comandante

O Hezbollah divulgou a morte de um alto comandante , na terça-feira, em um possível enfrentamento entre combatentes do grupo extremista do Líbano e rebeldes do Exército Sírio Livre. Segundo autoridades islâmicas, Ali Hussein Nassif foi morto desempenhando "os seus deveres jihadistas", sem especificar o local e as circustâncias do episódio.

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Por outra lado, rebeldes sírios afirmam que Hussein e um grupo de combatentes libaneses foram mortos após uma emboscada próxima à fronteira entre os dois países. O Hezbollah não confirmou a informação e negou que o grupo esteja oferecendo apoio militar às forças de segurança ligadas ao presidente da Síria, Bashar Al-Assad.

Recentemente, os Estados Unidos acusaram o grupo libanês de providenciar "treinamento, apoio logístico e informações militares" ao governo sírio. Autoridades do Líbano endossam a suspeita americana e citam inúmeros enterros secretos de "mártires" do Hezbollah.

Com AFP e AP

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