Chanceleres árabes e sul-americanos discutem Declaração de Lima

Documento será assinado por chefes de Estado nesta terça-feira na 3ª Cúpula da América do Sul-Países Árabes (ASPA)

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A 3ª Cúpula da América do Sul-Países Árabes (ASPA) começou nesta segunda-feira em Lima com um intenso debate dos chanceleres de 26 nações sobre o panorama nas respectivas regiões e as perspectivas de seus vínculos políticos e econômicos. O encontro de ministros, convocado para ajustar os termos da Declaração de Lima, que será assinada nesta terça pelos chefes de Estado e de Governo, permitiu notar uma grande disposição para aumentar os vínculos comerciais, mas também demonstrou diferenças de visão sobre alguns temas.

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Apesar de o chanceler peruano, Rafael Roncagliolo, ter afirmado na última sexta-feira que a declaração estava praticamente pactuada, foi proposta nesta segunda a inclusão de questões delicadas, como a situação na Síria e na Palestina. A reunião, realizada em sua maior parte a portas fechadas, foi liderada por Roncagliolo e pelos chanceleres do Iraque, Hoshyar Zebari, e do Brasil, Antonio Patriota, assim como pelo secretário-geral da Liga Árabe, Nabil el-Araby. Araby pediu que se apresente uma solução para a "crise asfixiante" vivida pela Síria e também para os problemas enfrentados pelo Estado palestino.

O secretário-geral da Liga Árabe acrescentou que a aspiração do bloco que representa é que a cúpula de chefes de Estado e de Governo "seja mais um passo na integração (dos árabes) com os países da Unasul". Outro tema que gerou polêmica nesta segunda-feira foi o pedido da Bolívia para que a Declaração de Lima incluísse o reconhecimento da folha de coca como patrimônio cultural, uma posição que teve a resistência do Peru.

Posteriormente, a presidência do Conselho de Ministros das Relações Exteriores decidiu suspender as conversas para resolver de maneira interna os detalhes pendentes e entregar o texto final para a aprovação dos chefes de Estado e de Governo. A Declaração de Lima conterá 70 pontos que incluirão temas referentes a coordenação política, econômica e financeira, além de cooperação em educação, cultura e meio ambiente. 

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