África do Sul dá início à investigação sobre massacre de mineiros

Comissão tem quatro meses para determinar responsabilidades de envolvidos em mortes durante greve de funcionários de mina de platina

iG São Paulo |

Uma comissão judicial deu início nesta segunda-feira à investigação do massacre que deixou 44 mortos perto de uma mina de platina em Marikana, na África do Sul.

A comissão inaugurou sua primeira sessão no centro cívico de Rustemburgo, a 100 quilômetros de Johanesburgo, com o comparecimento das partes interessadas, entre elas, os representantes das famílias das 44 vítimas e dos 270 mineiros presos durante a revolta.

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AP
Policiais disparam contra mineiros em greve na África do Sul (arquivo)

A investigação deverá esclarecer as circunstâncias das mortes, e especialmente do massacre de Marikana em 16 de agosto, quando 34 mineiros morreram atingidos por tiros da polícia durante um protesto que integrava uma greve por melhores condições de trabalho.

A comissão, designada pelo presidente da África do Sul, Jacob Zuma, visitará o local do massacre nesta segunda-feira. As sessões formais terão início na quarta-feira. Elas serão abertas ao público e transmitidas pela televisão, segundo informou a agência oficial de notícias SANews.

O grupo tem o prazo de quatro meses para determinar as responsabilidades da mineradora Lonmin, proprietária da mina em que ocorreu a greve, dos sindicatos sul-africanos, da polícia e dos próprios trabalhadores.

A onda de greves que se alastrou por um dos principais setores da economia da África do Sul chegou a influenciar a cotação da moeda local, o rand, no mercado mundial. Vários investidores estrangeiros retiraram, inclusive, um grande número de ações das empresas envolvidas na briga por melhores salários.

Com EFE

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