Mursi: Egito é contra intervenção estrangeira na Síria

Presidente egípcio reitera compromisso em buscar uma solução regional para o conflito; premiê espanhol, Mariano Rajoy, confirma compromisso em atuar na região do Sahel africano

iG São Paulo |

O presidente do Egito, Mohamed Mursi, afirmou que sua nação se opõe a uma intervenção militar estrangeira na Síria. Durante discurso realizado na Assembleia Geral da ONU nesta quarta-feira, o mandatário disse que a guerra civil no país vizinho precisa ser resolvida pelo povo sírio em sua unidade.

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Presidente do Egito, Mohamed Mursi, discursa durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York

Mursi reiterou o compromisso de ajudar todas as instituições regionais e internacionais para colocar fim à "catástrofe na Síria", porém deixou claro que a solução não pode ser unilateral. "(Acreditamos) em uma solução que envolva todas as facções do povo sírio sem discriminação racial, religiosa ou sectária e poupe a Síria de uma intervenção militar estrangeira, a qual somos contra", setenciou.

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Um dia antes, o líder do Catar, o xeique Hamad Bin Khalifa Al-Thani, fez declarações completamente opostas às do presidente egípcio. Em reunião nas Naçõs Unidas, em Nova York, ele disse que as potências mundiais deveriam colocar um fim às violências na Síria e não esperar pela resolução do Conselho de Segurança sobre o assunto. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon , também afirmou que a situação no país comandado pelo presidente Bashar Al-Assad é "calamitosa".

Rajoy

Logo após deixar o púlpito da Assembleia Geral, Mursi foi substituido pelo primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, que também discursou sobre a violência em países de maioria muçulmana. O foco, porém, era a região africana conhecida como Sahel, que compreende países como Mauritânia, Mali, Níger, Sudão e partes da Nigéria e do Chade. Locais, segundo ele, onde terroristas islâmicos possuem ampla liberdade para agir.

"Quero renovar aqui o compromisso do meu país com o Sahel, principalmente quando as dificuldades na região fazem com que a cooperação seja mais do que necessária", disse. O presidente espanhol ainda afirmou que "os esforços da comunidade internacional só fazem sentido se essas nações estiverem sob liderança dos próprios países africanos".

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Primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, confirmou seu compromisso em atuar na instável região do Sahel africano

Segundo ele, os grupos terroristas que controlam o norte de Mali estão protagonizando assassinatos e sequestros, além de tráfico de drogas e armas, agindo com total desprezo aos direitos humanos. Rajoy lamentou que a situação esteja fazendo com que milhares de pessoas se refugiem e se desloquem, propagando instabilidade em toda região. "O Afeganistão, dos talibãs, nos ensinou que um território sem controle é um perigo para o conjunto da comunidade internacional", comentou.

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