Bill Clinton se reúne com Dilma e diz que pretende realizar evento no Brasil

Ex-presidente americano conversa por cerca de uma hora com líder brasileira e afirma que Global Initiative de 2013 pode ser no País

Carolina Cimenti - Nova York | - Atualizada às

O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton teve uma reunião com a presidenta Dilma Rousseff na terça-feira, mesmo dia em que ela abriu a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

Dilma adiou a volta ao Brasil de terça para quarta-feira apenas para receber Clinton, que foi até o hotel da líder brasileira para o encontro, que durou cerca de uma hora.

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Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma Rousseff encontra Bill Clinton em Nova York

"Falamos do quanto sou fã do Brasil", brincou Clinton, ao deixar o hotel. Depois, em tom mais sério, o ex-presidente disse ter discutido a economia mundial com a presidenta e dito a ela que pretende organizar pela primeira vez um evento de sua organização, conhecido como Global Initiative, no Brasil em 2013.

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Clinton também disse ter agradecido Dilma pelo trabalho que o Brasil tem feito pelo Haiti, onde coordena a missão de paz da ONU, e falado sobre sua expectativa de parceria com o governo brasileiro em questões relativas a países do Caribe. "Foi uma ótima conversa, falamos por um bom tempo", completou.

Veja o vídeo de Clinton falando com jornalistas após reunião (em inglês):

Em um discurso menos aplaudido em comparação ao do ano passado, quando se tornou a primeira mulher a abrir a Assembleia Geral, a presidenta afirmou que o Brasil condena "fortemente a violência na Síria", rejeita o preconceito contra islâmicos e defende o fim do embargo americano à Cuba.

Dilma subiu o tom contra os países ricos, criticando o que chamou de "política monetária expansionista, que desequilibra as taxas de câmbio" , e defendeu o Brasil das recentes acusações de protecionismo feitas pelos Estados Unidos, dizendo se tratar, ao contrário, de "legítima defesa comercial". " A opção por políticas fiscais ortodoxas vem agravando a recessão das economias desenvolvidas com reflexos nos países emergentes, incluindo o Brasil", disse Dilma.

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