Condenado por quebra de confiança em julho, Ehud Olmert recebe sentença considerada leve e não será preso

EFE

O ex-premiê israelense Ehud Olmert foi condenado nesta segunda-feira pelo Tribunal do Distrito de Jerusalém a um ano de prisão, com suspensão de pena, e a pagar uma multa de 75 mil shekels por um caso de corrupção.

Olmert foi declarado culpado por quebra de confiança em julho. Os juízes entenderam que ele beneficiou, quando era ministro de Indústria, Comércio e Trabalho, Uri Meser, ex-sócio de um escritório de advogados.

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O ex-premiê israelense Ehud Olmert participa de audiência em tribunal de Jerusalém
AP
O ex-premiê israelense Ehud Olmert participa de audiência em tribunal de Jerusalém

O fato de a pena ter sido suspensa e de ele não ter sido condenado a fazer trabalhos comunitários é interpretado por analistas políticos locais como uma sentença leve, que não atrapalharia seu retorno à política ativa.

"Deixo o tribunal hoje de cabeça bem erguida", disse Olmert aos jornalistas ao sair do tribunal.

O ex-primeiro-ministro foi exonerado em julho em relação com outros dois casos conhecidos como "Rishon Tours" e "Assunto Talansky", nos quais foi acusado de fraude, abuso de confiança e falsificação de documentos, entre outros crimes.

Os escândalos de corrupção forçaram Olmert a renunciar a seu cargo em setembro de 2008, o que obrigou para o começo do ano seguinte a antecipação das eleições gerais, vencidas por Benjamin Netanyahu.

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