Ruas de cidade na Líbia viram campo de batalha

Onda de violência ocorre após tropas do governo e milicianos governistas terem atacado bases mantidas por milícias islâmicas

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As ruas da segunda maior cidade da Líbia, Benghazi, se converteram em um campo de batalha neste sábado, após tropas do governo e milicianos governistas terem atacado bases mantidas por milícias islâmicas. A explosão de violência foi a maior já vista nas ruas do país desde a deposição do regime de Mumar Khadáfi.

Leia também: Manifestantes expulsam grupo extremista Ansar Al-Sharia de Benghazi

Os protestos violentos tiveram início um dia após as manifestações em que cerca de 30 mil pessoas foram às ruas exigindo o fim da ação dos grupos armados . As bases atacadas incluem o quartel general do grupo islâmico Ansar al-Sharia, suspeito de envolvimento no ataque do consulado americano em Benghazi, que matou o cônsul dos Estados Unidos, Chris Stevens, e outras três pessoas, em 11 de setembro deste ano.

O ataque, no qual o consulado foi incendiado, foi desencadeado por um vídeo amador realizado nos Estados Unidos que ridiculariza o Islã e o profeta Maomé . A população da Líbia tem se voltado contra as milícias fundamentalistas que atuam dentro do país e que tentam impor sua intepretação literalista da religião islâmica a outros muçulmanos.

A fúria contra milícias islâmicas radicais ganharam força após o ataque contra o consulado de Benghazi. Mas o grupo acusado de ter tramado a ação violenta, a milícia Ansar al-Sharia, nega envolvimento com os ataques.

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