Onda de violência ocorre após tropas do governo e milicianos governistas terem atacado bases mantidas por milícias islâmicas

BBC

As ruas da segunda maior cidade da Líbia, Benghazi, se converteram em um campo de batalha neste sábado, após tropas do governo e milicianos governistas terem atacado bases mantidas por milícias islâmicas. A explosão de violência foi a maior já vista nas ruas do país desde a deposição do regime de Mumar Khadáfi.

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Os protestos violentos tiveram início um dia após as manifestações em que cerca de 30 mil pessoas foram às ruas exigindo o fim da ação dos grupos armados . As bases atacadas incluem o quartel general do grupo islâmico Ansar al-Sharia, suspeito de envolvimento no ataque do consulado americano em Benghazi, que matou o cônsul dos Estados Unidos, Chris Stevens, e outras três pessoas, em 11 de setembro deste ano.

O ataque, no qual o consulado foi incendiado, foi desencadeado por um vídeo amador realizado nos Estados Unidos que ridiculariza o Islã e o profeta Maomé . A população da Líbia tem se voltado contra as milícias fundamentalistas que atuam dentro do país e que tentam impor sua intepretação literalista da religião islâmica a outros muçulmanos.

A fúria contra milícias islâmicas radicais ganharam força após o ataque contra o consulado de Benghazi. Mas o grupo acusado de ter tramado a ação violenta, a milícia Ansar al-Sharia, nega envolvimento com os ataques.

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