Turquia condena 326 militares por planejar golpe de Estado

Entre os condenados estão os ex-chefes da Força Aérea, da Marinha e do Exército, que devem recorrer da sentença de 20 anos de prisão

iG São Paulo |

A Justiça da Turquia condenou 326 militares por planejarem um golpe de Estado em 2003, informou a TV estatal nesta quinta-feira. Eles devem recorrer da sentença.

Um painel de três juízes de um tribunal de Istambul inicialmente sentenciou à prisão perpétua o ex-chefe da Força Aérea, Ibrahim Firtina, o ex-chefe da Marinha, Ozden Ornek, e o ex-chefe do Exército Cetin Dogan. Depois, reduziram a sentença para 20 anos de prisão cada. Os três foram acusados de serem os cabeças do plano de golpe.

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Além disso, 323 militares na ativa ou aposentados foram condenados por envolvimento em conspiração, com penas máximas de 18 anos de prisão. Outros 36 foram absolvidos e o caso de um indivíduo foi adiado por motivo de saúde.

Generais turcos deram três golpes de Estado desde 1960 e forçaram um governo islâmico a deixar o poder em 1997. Mas o governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan ganhou confiança com três vitórias eleitorais desde 2002, desafiando o poder do Exército na sociedade.

Os procuradores acusaram os militares de incitar tumulto no país para abrir caminho para um golpe de Estado. Segundo os promotores, os planos foram feitos durante um seminário em 2003 e incluíam explosões em mesquitas, a derrubada de um avião militar e outros atos violentos que permitiram uma intervenção do Estado com o pretexto de restaurar a ordem.

Os réus negam as acusações e dizem que os presentes no seminário discutiram um cenário fictício de conflito interno, mas que não havia planos de golpe.

Com AP

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