Pentágono retira 33 mil soldados 'extras' do Afeganistão

EUA alegam que objetivo principal das tropas enviadas nos últimos três anos 'foi concluído'

iG São Paulo |

O presidente Barack Obama decidiu retirar do Afeganistão os últimos 33 mil soldados enviados em missão de reforço há três anos. O Pentágono divulgou a notícia nesta sexta-feira, alegando que o objetivo dessas tropas havia sido cumprido: treinar as forças de segurança afegãs e conter o avanço do Taleban em regiões próximas a Cabul.

Mesmo com a determinação, ao todo 68 mil soldados permanecem operando no Afeganistão à medida que ataques executados por rebeldes infiltrados aumentaram nos últimos dois meses.

AP
Recrutas fazem juramento para entrar no exército afegão

O ministro da Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, anunciou que a retirada dos soldados representa uma meta alcançada. "As tropas de reforço completaram seus objetivos, reverteram o ímpeto do Taleban e aumentaram a capacidade das forças afegãs em conter os ataques de insurgentes", disse.

Panetta também afirmou que a partir de 2014, o controle de todas as unidades de segurança estarão nas mãos do governo afegão. "Após vários avanços, o exército do Afeganistão está cada vez mais preparado para assumir o controle das ações no país", assegurou.

No último ano, o número de soldados americanos no Afeganistão chegou a ser de 101 mil, mas a partir do início de 2012 começou a diminuir. Segundo o ministro da Defesa, o principal motivo de preocupação na atualidade são os diversos ataques organizados por rebeldes talebans infiltrados.

Somente neste ano, 51 membros das forças de coalizão foram mortos em atentados executados por homens vestindo uniformes da Otan.

Na terça-feira, A Otan decidiu encerrar as operações realizadas em conjunto com as forças de segurança do Afeganistão por causa dos últimos ataques. No começo da semana, um terrorista atingiu um ônibus com passageiros estrangeiros matando 12 pessoas. Apenas grandes ofensivas poderão ser unificadas no futuro, mas apenas com uma avaliação dos riscos.

Em nota, a Otan afirmou que esas medidas são "prudentes para reduzir o número de baixas". Segundo analistas ouvidos pela BBC, a organização está decepcionada com a maneira que as forças afegãs estão lidando com o conflito na região.

Com BBC

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