Manifestantes expulsam grupo extremista Ansar Al-Sharia de Benghazi

Protesto contra grupos armados na segunda maior cidade da Líbia reúne milhares de pessoas

iG São Paulo |

Manifestantes líbios invadiram o quartel general do grupo extremista Ansar Al-Sharia nesta sexta-feira à noite e incendiaram todos os pertences dos dirigentes salafistas baseados em Benghazi. A entidade é a principal suspeita de ter orquestrado o atentado que matou o embaixador dos Estados Unidos no país, Christopher Stevens.

Segundo relatos divulgados pela agência de notícias AFP, uma marcha de dezenas de milhares de pessoas contra as milícias "fora da lei" foi organizada na cidade e culminou com outros prédios incendiados. Os manifestantes gritavam "o sangue dos mártires não foi derramado em vão".

AP
Manifestantes colocam fogo em quartel general de grupo salafista

"Não quero ver homens armados me dando ordens", afirmou Omar Mohammed, um estudante universitário, à AP. "Eles nos param na rua e nos dão ordem. Eu quero ver pessoas em uniforme fazendo isso", concluiu.

Inicialmente, o protesto caminhava de maneira pacífica pelas ruas de Benghazi, com grande número de jovens participantes. Alguns carregavam cartazes em homenagem ao embaixador americano que diziam "A Líbia perdeu um amigo" e "Queremos justiça para Stevens".

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A cidade de Benghazi, segunda em número de habitantes no país, foi palco de uma das principais batalhas contra o regime do ditador Muamar Kadafi, em 2011. Mas recentemente, virou um dos principais alvos para grupos extremistas islâmicos.

Terroristas

Uma semana após a morte do embaixador Christopher Stevens na Líbia, a Casa Branca afirmou que todas as evidências levam a crer que o ataque à representação do país foi organizado por um grupo terrorista. Nesta quinta-feira, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que uma comissão do congresso foi nomeada para coordernar as investigações a respeito do atentado.

Leia também: Participação de terroristas na morte de embaixador é 'evidente', diz EUA

"É evidente que o ataque a embaixada dos Estados Unidos foi realizado por terroristas", afirmou um dos porta-vozes do governo, Jay Carney. "Nossa representação foi atacada de maneira violenta e o resultado são quatro americanos mortos", concluiu.

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