Vídeo de abusos sexuais em penitenciária choca a população da Geórgia

Imagens 'horrendas' mostram guardas torturando detentos na principal prisão do país

iG São Paulo |

Supostos vídeos mostrando guardas abusando sexualmente de detentos em uma penitenciária abalaram a população da Geórgia. As imagens foram divulgadas nesta semana e levantaram uma onda de protestos na capital Tbilisi. O presidente Mikheil Saakashvili classificou o episódio ocorrido na prisão de Gldani 8 como atitudes "horrendas contra os direitos humanos".

AP
Mulher chora em frente à grade de uma prisão na Geórgia

Diversos canais de televisão da Geórgia divulgaram cenas dos vídeos ao longo desta semana, e nenhuma autoridade do governo questionou a autencidade das imagens. "A polícia já prendeu a maioria das pessoas identificadas nos vídeos", afirmou o presidente Saakashvili. Segundo a polícia, ainda há foragidos.

As imagens são explícitas. Além de abusos sexuais, alguns clipes mostram presos sendo agredidos pelos guardas da prisão de forma covarde. A entidade Human Rights Watch havia afirmado em outra ocasião que a prisão Gldani 8 era considerada uma das mais "problemáticas" da Geórgia.

Leia também: Geórgia, um ano depois da guerra contra a Rússia

A ministra responsável pelas penitenciárias do país pediu demissão. "Durante todo o período à frente do ministério, eu tentei proteger os princípios dos direitos humanos de acordo com a União Europeia. Infelizmente esse esforço não foi o suficiente. Peço desculpas pelo episódio".

O vídeo foi condenado por diversas entidades que lutam pelos direitos humanos. A embaixada dos Estados Unidos em Tbilisi também criticou o governo local por ter negligenciado a situação de suas prisões. "Nós pedimos que o presidente Saakashvili coordene uma investigação transparente e puna todos os envolvidos", diz a nota.

Um dos principais suspeitos de ter encomendado o vídeo é o genro de um líder do partido da oposição, Irlakli Garibashvili. Segundo as autoridades, Tamaz Tamazashvili está detido na prisão Gldani 8 e teria pagado para que os guardas cometessem os abusos, em represália a outros detentos. As investigações iniciais ainda não comprovam sua participação.

    Leia tudo sobre: geórgiaabuso sexualeuahuman rights watch

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG