Manifestantes enfrentam policiais em frente à Embaixada dos EUA em Islamabad; no Irã, estudantes protestam contra charges de revista francesa

O governo do Paquistão pediu ajuda do Exército para controlar os protestos contra um vídeo anti-Islã produzido nos Estados Unidos, que deu início a uma onda de violência em vários países. Nesta quinta-feira uma multidão enfrentou a polícia em frente à Embaixada dos EUA em Islamabad, e acredita-se que uma escalada de confrontos possa acontecer na sexta-feira, dia de oração para os muçulmanos.

De acordo com a BBC, policiais não estavam conseguindo controlar a multidão em Islamabad, com tios sendo ouvidos por horas e várias bombas de gás sendo lançadas. Alguns dos cerca de mil manifestantes disseram que não deixaram o local até que a embaixada americana seja incendiada.

Leia também:  Governos árabes pressionam YouTube para bloquear acesso a filme

Manifestante durante choque com a polícia em frente à Embaixada dos EUA em Islamabad, no Paquistão
AFP
Manifestante durante choque com a polícia em frente à Embaixada dos EUA em Islamabad, no Paquistão

As ruas próximas à representação diplomática estão bloqueadas e tomadas por pedras atiradas contra a polícia. "Nossos policiais não são melhores que os americanos, porque estão tentando nos deter", disse um manifestante à Reuters.

Protestos contra o filme, que ridiculariza o profeta Maomé, também foram registrados na Indonésia. O Consulado dos EUA em Medan fechou suas portas nesta quinta-feira por causa dos protestos, que aconteceram pelo segundo dia consecutivo.

Cerca de 50 estudantes de uma universidade islâmica protestaram em Makassar, queimando pneus e forçando o fechamento de um restaurante da rede McDonald's.

Também nesta quinta-feira, estudantes iranianos protestaram diante da Embaixada da França em Teerã, um dia depois de uma revista francesa ter publicado charges do profeta Maomé. A publicação do desenho levou o governo francês a fechar embaixadas , consulados e centros culturais em cerca de 20 países.

Os manifestantes gritavam "morte à França, morte à América" e portavam cartazes pedindo ao povo francês que exija de seu governo o respeito ao sagrado e à humanidade, de acordo com a agência de notícias Fars.

Uma testemunha disse que cerca de cem pessoas participaram do protesto na região, que estava sob forte esquema de segurança.

Com AP e Reuters

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.