Justiça americana nega pedido de atriz para retirar filme anti-Maomé do YouTube

Cindy Lee Garcia afirma ter recebido ameaças de morte por ter participado das filmagens

iG São Paulo |

A Justiça da Califórnia negou o pedido de uma atriz para que o vídeo "Inocência de Maomé" fosse retirado do YouTube nesta quinta-feira. A divulgação do filme que ridiculariza a fé islâmica provocou uma onda de protestos em países do mundo árabe que persistem desde a última semana. Essa é a primeira ação civil contra a polêmica produção.

Cindy Lee Garcia, uma das atrizes que atuaram no filme, afirmou ter recebido ameaças de morte depios que o vídeo foi divulgado. "O pedido de uma ordem de retirada de material do YouTube e do Google foi negado", disse o juiz Luis Lavin, da Corte Superior de Los Angeles, na Califórnia.

AP
Juiz nega pedido de atriz para retirar filme anti-Maomé do YouTube

Segundo a atriz, toda a equipe de filmagem foi enganada pelo suposto produtor do filme, identificado como Nakoula Basseley Nakoula. "Não houve nenhuma menção a Maomé durante as gravações", diz a ação. "E também não havia referências a religião nem havia qualquer conteúdo sexual", conlui.

Ela também alega que sua privacidade foi violada e sua vida colocada em perigo por causa de sites ligados ao Google. Em sua defesa, a rede afirma que não os direitos dos atores não o protegem de como o filme é recebido pelas pessoas que o acessam.

Filme

A polícia do estado da Califórnia interrogou o suposto produtor do filme que ridiculariza a religião islâmica e que motivou a onda de ataques a embaixadas americanas no mundo árabe. Nakoula Basseley Nakoula, de 55 anos, já foi condenado por fraude bancária e se apresentou voluntariamente à delegacia de Cerritos, subúrbio de Los Angeles. As autoridades dizem que ele é investigado por violar termos de sua liberdade condicional e que não ficará detido.

Na delegacia, Nakoula - de origem egpícia - telefonou para um bispo copta (membro igreja ortodoxa do Egito) e negou envolvimento com o filme "Inocência de Maomé", divulgado nesta semana em países muçulmanos e duramente criticado pelas autoridades internacionais. Em trechos disponíveis no YouTube, a religião islâmica é ridicularizada e o profeta Maomé é retratado como um sádico, sanguinário e pedófilo.

Com Reuters e CNN

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