Daniel 'O Louco' Barrera é preso em operação que contou com ajuda do governo venezuelano e das agências de inteligência britânica e americana

Reuters

Um dos traficantes de drogas mais procurados da Colômbia foi capturado na Venezuela na terça-feira, com a ajuda do governo venezuelano e das agências de inteligência britânica e americana, afirmou o presidente colombiano, Juan Manuel Santos.

Autoridades na Colômbia, um dos principais países produtores de cocaína do mundo, estavam se aproximando de Daniel Barrera - conhecido como "O Louco Barrera" - nas últimas semanas, ao prenderem 36 membros de sua gangue e apreendendo cinco toneladas da droga e 21 aeronaves.

Leia também: Argentina se torna refúgio para traficantes de drogas

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, anuncia prisão de traficante Daniel Barrera (18/09)
AP
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, anuncia prisão de traficante Daniel Barrera (18/09)

"Louco Barrera foi talvez o comandante do narcotráfico mais procurado nos últimos tempos", disse Santos. "Ele dedicou 20 anos para coisas ruins à Colômbia e ao mundo, todos os tipos de crimes, alianças perversas com os paramilitares, com as Farc (grupo guerrilheiro)".

Em um discurso transmitido pela televisão, o presidente colombiano disse que Barrera foi capturado na cidade venezuelana de San Cristóbal, a 24 kms de distância da fronteira com a Colômbia. Santos disse que a operação foi dirigida de Washington por um general da polícia colombiana.

O governo disse que a quadrilha de contrabando de Barrera era capaz de enviar 10 toneladas de cocaína por mês ao cartel Sinaloa, no México, a gangue mais poderosa do crime organizado das Américas.

Era oferecida uma recompensa de US$ 5 milhões por sua cabeça nos Estados Unidos e US$ 2,7 milhões do governo colombiano.

Santos agradeceu às agências de inteligência britânica e americana, assim como ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, por sua ajuda. Ele não deu mais detalhes sobre a operação.

"A (Venezuela) ratifica sua determinação de continuar com uma política soberana nesta batalha, cujos resultados podem ser vistos pela comunidade internacional", afirmou o Ministério de Relações Exteriores do país, em um comunicado.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.