Otan cancela ações conjuntas com Afeganistão após ataques de infiltrados

O estopim foi o último atentado terrorista que atingiu um ônibus e matou 12 pessoas

iG São Paulo |

A Otan decidiu encerrar as operações realizadas em conjunto com as forças de segurança do Afeganistão por causa dos últimos ataques terroristas realizados no país por agentes infiltrados. Nesta terça-feira, um terrorista atingiu um ônibus com passageiros estrangeiros matando 12 pessoas. Apenas grandes ofensivas poderão ser unificadas no futuro, mas apenas com uma avaliação dos riscos.

Em nota, a Otan afirmou que esas medidas são "prudentes para reduzir o número de baixas". Segundo analistas ouvidos pela BBC, a organização está decepcionada com a maneira que as forças afegãs estão lidando com o conflito na região.

Reuters
Soldado da Otan observa área do atentado terrorista que matou 12 pessoas nesta terça-feira

O último ataque terrorista no país aconteceu na estrada para o aeroporto e é bastante movimentada. Segundo relatos, um suicida atirou um carro cheio de explosivos contra o ônibus. O grupo militante islâmico Hizb-i-Islami assumiu a autoria e disse que o ataque era uma resposta ao vídeo produzido nos Estados Unidos que ridicularliza o Islã e tem gerado uma onda de ataques a representações americanas no Oriente Médio e no norte da África.

Mais cedo, autoridades da Otan na região confirmaram ter capturado um líder taleban na província de Helmand, onde na semana passada um ataque à base em que está o príncipe Harry, do Reino Unido, deixou dois mortos.

Apenas neste ano, 52 oficiais da Otan foram mortos no Afeganistão - aproximadamente um quinto deste número foi morto por soldados ou policiais infiltrados.

"A medida (de cancelar operações em conjunto) é temporária e também visa proteger os oficiais após a divulgação do vídeo ofensivo", afirmou o porta-voz da Otan. "Mas insistimos que vamos manter a cooperação para treinar e assessorar as forças de segurança do Afeganistão", concluiu.

O Ministério da Defesa afegão afirmou, em nota oficial, que não haviam sido notificados das novas medidas da Otan.

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