Mineiros da África do Sul encerram greve

Empresa mineradora aumenta oferta salarial e coloca fim ao conflito que deixou 45 mortos

iG São Paulo |

As tensões entre trabalhadores e mineradoras na África do Sul parece ter chegado ao fim. Nesta terça-feira, operários em greve na mina da Lonmin na cidade de Marikana, palco de um brutal massacre em agosto, aceitaram a nova oferta salarial e voltarão ao trabalho, após seis semanas de negociações e protestos violentos.

Reunidos ao redor da entrada de uma mina de platina a cerca de 100 quilômetros de Johanesburgo, os mineiros foram informados da oferta que representa um aumento de 22% no salário. Outra grande empresa da área também afetada pela greve, a Anglo American Platinum, afirmou que havia retomado suas operações em Rustenburgo, após operários aceitarem novas condições de trabalho.

Reuters
Operários em greve dançam para comemorar o novo acordo salarial

A onda de greves que se alastrou por um dos principais setores da economia da África do Sul chegou a influenciar a cotação da moeda local, o rand, no mercado mundial. Vários investidores estrangeiros retiraram, inclusive, um grande número de ações das empresas envolvidas na briga por melhores salários.

O saldo final do conflito que durou seis semanas foi de 45 mortes, além de uma nova disputa política entre o presidente Jacob Zuma, do histórico partido do Congresso Nacional Africano, e o populista radical Julius Malema, um dos principais apoiadores dos sindicatos que entraram em greve.

    Leia tudo sobre: grevemineirosáfrica do suljacob zuma

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG