Hillary recebe Suu Kyi, líder da oposição em Mianmar, durante visita histórica

Prêmio Nobel da Paz inicia viagem de 17 dias pelos EUA em busca de apoio político

iG São Paulo | - Atualizada às

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, recebeu nesta terça-feira a líder do partido da oposição e principal voz pró-democracia de Mianmar, Aung San Suu Kyi, de 67 anos. A visita de 17 dias representa um avanço histórico na turbulenta relação entre os Estados Unidos e o país asiático, que recentemente deu início a uma série de aberturas políticas e econômicas.

AP
Líder da oposição em Mianmar, Suu Kyi, se reúne com Hillary Clinton em Washington

Um dia antes de a vencedora do Nobel da Paz de 2012 aterrissar em Washington, o governo de Mianmar anunciou a libertação de 500 prisioneiros dissidentes . Apesar da boa notícia, o governo americano segue com fortes sanções enconômicas ao país - a expectativa é que algumas sejam abandonadas ao longo as próximas semanas. A própria Suu Kyi ficou presa durante anos em sua residência, até ser libertada em 2010.

Segundo a ativista, as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos são uma barreira para o desenvolvimento da população de Mianmar. "Eu apoio o abrandamento, porque acho que nosso povo pode começar a assumir a responsabilidade pelo seu próprio destino", disse ela.

O ponto alto da visita de Suu Kyi será na próxima quarta-feira, quando ela receberá uma das maiores premiações agraciadas pelo Congresso dos Estados Unidos: a Medalha de Ouro.

"Estou realmetne entusiasmada com a visita dela", afirmou Hillary Clinton em uma breve declaração aos jornalistas que aguardavam o encontro da secretária de Estado com Suu Kyi.

"Só pelo fato de ela vir aos Estados Unidos e receber a Medalha de Ouro representando ativistas de Mianmar é algo histórico", disse Suzanne Nossel, diretora-executiva da entidade americana Anistia Internacional.

Na próxima semana, durante a Assembléia Geral da ONU, o presidente de Mianmar, o general Thein Sein, deve pousar em Nova York para participar de uma rodada de negociações também histórica - qualquer definição sobre as últimas sanções econômicas ainda vigentes contra o país linha-dura será divulgada na  próxima semana.

Embora Suu Kyi tenha afirmado que as sanções estarão em pauta durante a sua visita, outros dissidentes de Minmar afirmam que a nação asiática ainda precisa realizar muitas reformas antes de ser recompensada.

O país ainda sofre com uma disputa entre o exército ligado ao governo e grupos étnicos muçulmanos na região norte do país, que desalojou mais de dez mil pessoas.

Depois de Washington, a ativista Suu Kyi viaja para Nova York. Em seguida, ela segue para o Meio Oeste, com paradas em uma universidade no estado de Kentucky e na maior comunidade de refugiados de Mianmar nos Estados Unidos, localizada no estado de Indiana. O presidente Barack Obama ainda não confirmou se irá se encontrar com Suu Kyi.

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