Dissidentes cubanos abandonam greve de fome após libertação de companheiro

Depois de oito dias, grupo liderado por ex-prisioneira política Beatriz Roque encerra protesto

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Os dissidentes cubanos que há oito dias iniciaram uma greve de fome abandonaram, nesta terça-feira, o protesto perante a iminente libertação de seu companheiro preso, Jorge Vázquez Chaviano.

A opositora e ex-prisioneira política Marta Beatriz Roque, que liderou o protesto, anunciou o fim da greve de fome em declarações a correspondentes estrangeiros em sua casa de Havana, onde ela e outros cinco dissidentes romperam o jejum com a ingestão de um chá de camomila.

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Dissidente Marta Beatriz Roque durante greve de fome de oito dias

"A segurança do Estado informou que (Vázquez Chaviano) em breve estaria em sua casa", disse Marta, explicando que foi a esposa do opositor preso quem lhe comunicou a notícia por telefone.

María do Carmen Hernández foi chamada na sede da Segurança do Estado na cidade de Santa Clara, por autoridades policiais que lhe comunicaram a libertação de seu marido.

Marta Beatriz Roque, de 67 anos, diabética e ex-prisioneira do chamado "Grupo dos 75", havia iniciado, na segunda-feira passada, uma greve de fome à qual aderiram até 30 opositores em diversas províncias do país.

Com o protesto, estes dissidentes exigiam das autoridades cubanas a libertação de Vázquez, que, segundo eles, já cumpriu sua pena e deveria ter saído da prisão no domingo antes do início da greve de fome. Com o protesto, também quiseram denunciar a "difícil" situação na qual se encontra a oposição cubana.

Marta qualificou a libertação de Vázquez como uma "vitória" da oposição apesar de que, segundo relatou, as autoridades da ilha não quiseram reconhecer que cometeram um erro ao mantê-lo preso mais tempo.

A opositora, que lidera o movimento dissidente Rede Cubana de Comunicadores Comunitários, afirmou sentir-se mal após oito dias de jejum nos quais perdeu oito quilos e acrescentou que não recebeu assistência médica em nenhum momento. Ela revelou, ainda, que na quarta-feira passada chegou a sofrer uma parada cardíaca.

Marta também fez uma chamada para que a dissidência siga realizando um trabalho conjunto para não permitir que "se descumpra o pouco de legalidade que está estabelecido em Cuba".

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