Obama reitera: segurança de diplomatas no mundo árabe é 'prioridade'

Presidente dos Estados Unidos telefonou pessoalmente a todas as embaixadas na região para tranquilizar americanos

iG São Paulo |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou pessoalmente para as embaixadas americanas espalhadas no norte da África e no Oriente Médio para reiterar seu compromisso com a segurança de todas as representações diplomáticas baseadas na região. A atitude desta segunda-feira foi tomada após mais um dia de manifestações violentas após a divulgação de um vídeo com cenas que ridicularizam o Islã.

Segundo a Casa Branca, Obama ligou para as embaixadas nos países que apresentaram os protestos mais violentos desde a semana passada: Sudão, Tunísia, Iêmen e Líbia - onde o embaixador e outros três americanos morreram após o prédio ter sido incendiado por manifestantes.

AP
Manifestantes tentam invadir consulado dos Estados Unidos no Paquistão durante protestos de sexta-feira

O porta-voz do governo dos Estados Unidos, Josh Earnest, disse que o presidente procurou tranquilizar todos os diplomatas em situação de risco. "Ele queria que as pessoas soubessem que ele está observando atentamente todos os acontecimentos e que irá garantir a segurança de todos os americanos".

A medida visa também blindar Barack Obama durante um período crucial para o Partido Democrático em sua briga pela releição.

Espontâneo

Mais cedo, a representante americana nas Nações Unidas, Susan Rice, disse que o ataque contra a embaixada dos Estados Unidos na Líbia teria sido espontâneo, ao contrário do que as autoridades líbias têm dito sobre o caso. Segundo fontes ligadas ao Ministério do Interior, grupos terroristas ligadas à Al-Qaeda estariam por trás do atentado.

Protestos

Centenas de manifestantes contrários a um filme anti-Islã incendiaram prédios no Paquistão nesta segunda-feira, provocando confrontos com a polícia que deixaram um morto. Confrontos também foram registrados em frente a uma base militar americana no Afeganistão e à Embaixada dos Estados Unidos na Indonésia.

No Líbano, o grupo Hezbollah convocou um enorme protesto em Beirute, após o líder do grupo, sheik Hassan Nasrallah, ter dito na televisão que os EUA devem ser responsabilizados pelo filme, que foi filmado no país. Os protestos contra a produção, que começaram na terça-feira, já deixaram ao menos 10 mortos.

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