Mianmar liberta 500 prisioneiros, incluindo presos políticos

Anistia é anunciada no momento em que líder Thein Sein e opositora Suu Kyi se preparam para visitas separadas aos EUA

iG São Paulo |

O governo de Mianmar anunciou nesta segunda-feira a libertação de mais de 500 presos, incluindo detidos políticos e alguns estrangeiros. Um boletim do governo anunciando a anistia na televisão estatal não deixou claro quantos prisioneiros políticos serão beneficiados, mas acredita-se que eles cheguem a quase 50.

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AFP
Prisioneiros políticos libertados posam para foto em Yangon, Mianmar

O momento da anistia é significativo, ocorrendo dias antes de uma visita aos Estados Unidos pelo presidente reformista de Mianmar, Thein Sein, e uma viagem aos EUA em separado, que começou nesta segunda-feira, da líder do partido de oposição Liga Nacional pela Democracia (LND), dAung San Suu Kyi.

A eleição dela para o Parlamento, em abril, ajudou a transformar a imagem de Mianmar e convencer o Ocidente a começar a reverter sanções após um ano de reformas dramáticas, incluindo a libertação de cerca de 700 prisioneiros políticos em anistias entre maio de 2011 e julho deste ano.

Naing Naing, da LND, disse que os presos políticos libertados excluem aqueles que eram ex-funcionários de inteligência militar removidos sob a junta militar que governou por 49 anos como um dos regimes mais opressivos na Ásia, antes de ceder o poder a um governo semi-civil em março do ano passado.

Suu Kyi partiu no domingo para os Estados Unidos, onde receberá uma medalha do Congresso.

Thein Sein, um ex-general, deve seguir para os Estados Unidos em 24 de setembro, onde vai falar na Assembleia Geral da ONU em Nova York pela primeira vez como presidente.

Com Reuters

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