Em rara aparição pública, líder do Hezbollah culpa EUA por filme

O xeque Hassan Nasrallah fez um breve discurso durante a manifestação de milhares de pessoas em Beirute, no Líbano

iG São Paulo |

O líder do Hezbollah, o xeque Hassan Nasrallah, fez uma rara aparição pública durante os protestos contra a divulgação de um filme anti-islâmico no Líbano. A autoridade máxima do grupo discursou rapidamente ao lado de milhares de manifestantes e afirmou que os Estados Unidos são os grandes culpados em produzir o vídeo que insulta o profeta Maomé.

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Líder do Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah, em rara aparição pública

A própria manifestação contra a presença dos Estados Unidos na região foi convocada pelo xeque Hassan Nasrallah, que não costuma sair em público com medo de ser assassinado. "O filme foi produzido e financiado nos Estados Unidos, por isso o país deveria ser considerado o principal culpado", declarou.

Saiba mais: Protestos de muçulmanos contra insultos ao Islã

Em outro discurso transmitido pela televisão libanesa, o líder do Hezbollah também pediu união aos governantes dos países árabes. "É necessário dizer aos Estados Unidos e outras nações europeias que o nosso profeta, o Alcorão e os nossos territórios sagrados precisam ser respeitados", concluiu.

Ameaças

Diante das ameaças, o governo americano emitiu uma nota alertando o perigo para seus cidadãos viajarem para os países afetados pela onda de revoltas. Na embaixada americana em Beirute, centenas de documentos classificados como secretos foram destruídos pelos diplomatas como uma medida de segurança. Diversas pessoas foram evacuadas das representações do país no Líbano com medo de represálias.

O grupo xiita libanês foi colocado na lista de organizações terroristas pelos Estados Unidos e por Israel, seus principais inimigos. Já na Europa, militantes do Hezbollah possuem poucas restrições - governos locais tratam a entidade como um movimento político e social.

Protestos

Nesta segunda-feira, o número de protestos violentos contra as representações diplomáticas dos Estados Unidos em países de maioria muçulmana continuaram. No Paquistão, centenas de manifestantes incendiaram prédios públicos, provocando confrontos com a polícia que deixaram um morto. Uma base militar americana também foi atacada nos Afeganistão. Na Indonésia, o alvo foi a embaixada dos EUA em Jacarta.

Com CNN e AP

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