Líbia prende 50 pessoas por envolvimento em ataque a embaixada americana

O presidente Mohammed Mangarief disse que a Al-Qaeda estaria envolvida em atentado que deixou quatro mortos

iG São Paulo |

Em meio a onda de manifestações contra representações diplomáticas dos Estados Unidos no mundo árabe, o presidente da Líbia, Mohammed Mangarief, afirmou, neste domingo, que 50 pessoas foram presas por envolvimento no ataque que culminou com o embaixador americano em Benghazi na terça-feira. Para o governante, atentado foi orquestrado pela Al-Qaeda.

AFP
Civis líbios ajudam homem inconsciente identificado por testemunhas como o embaixador dos EUA

Segundo o chefe de Estado líbio, o ataque foi supostamente orquestrado por um braço da rede Al-Qaeda na região. O grupo teria aproveitado o momento turbulento após a divulgação de um vídeo que insulta o islamismo para queimar a embaixada dos Estados Unidos. Ao todo quatro pessoas morreram no episódio.

Em entrevista a uma rede de televisão americana, Magarief reiterou a afirmação. "Foi definitivamente planejado por estrangeiros ou por pessoas que entraram no país há alguns meses e estavam orquestrando esse atentado", disse o presidente sem dar detalhes. Os envolvidos são supostamente terroristas que se infiltraram no país a partir de Mali e da Argélia.

Ordem

Familiares e funcionários não essenciais receberam a ordem de deixar as embaixadas dos Estados Unidos em Túnis, capital da Tunísia, e Cartum, capital do Sudão, devido a preocupações com a segurança.


Obama

Em meio à onda de ataques contra embaixadas espalhadas pela África e pelo Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que não irá tolerar a morte de mais nenhum cidadão americano. Ele disse que lamenta a divulgação de vídeos que ridicularizam o Islã, mas que isso não deveria ser motivo para tanta violência.

"Já expressei que os Estados Unidos têm um profundo respeito por todas as religiões", declarou Obama em seu programa semanal de rádio, neste sábado. "Mesmo assim, nunca haverá qualquer justificativa para ações violentas contra nossas embaixadas e consulados".

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