Chefe do Hezbollah no Líbano convoca protestos contra filme anti-islâmico

Grupo xiita engrossa coro contra vídeo divulgado durante a semana que ridiculariza Maomé

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O chefe do grupo militante xiita Hezbollah do Líbano pediu protestos por toda a nação contra o filme sobre o profeta Maomé, dizendo que os Estados Unidos devem ser responsabilizados por criar discórdia entre muçulmanos e cristãos.

"Nós pedimos protestos amanhã nos subúrbios do sul (de Beirute) às 5h (horário local)", afirmou o secretário-geral do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah em discurso televisionado.

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Manifestantes tentam invadir consulado dos Estados Unidos no Paquistão em onda de protestos no Oriente Médio

"Muçulmanos e cristãos devem continuar vigilantes para evitar discórdia. Aqueles responsáveis pelo filme, começando pelos EUA, devem ser responsabilizados."

Protestos no mundo árab e

Protestos contra um filme anti-islâmico produzido nos Estados Unidos se espalharam pelo Oriente Médio desde quarta-feira. Nos casos mais violentos, uma multidão invadiu a Embaixada dos EUA em Sanaa, capital do Iêmen, e dezenas ficaram feridos em choques entre manifestantes e policiais no Cairo, capital do Egito.

Saiba mais: Protestos de muçulmanos contra insultos ao Islã

Manifestações também foram registradas nesta quinta-feira em Bangladesh, Iraque, Marrocos, Sudão, Tunísia e na Faixa de Gaza, motivadas por um vídeo de menos 15 minutos postados no YouTube. O filme, intitulado Innocence of Muslims (Inocência dos Muçulmanos, em tradução livre), foi criticado por representar o profeta Maomé de maneira desrespeitosa.

Papa no Líbano

Após percorrer em papamóvel as ruas de Beirute, Bento XVI, vestido com uma batina verde, subiu ao altar montado ao ar livre perto ao mar, enquanto era cantado um hino em língua siríaca, usada nos rituais maronitas (cristão de Oriente).

Leia mais: Bento 16 visita Líbano após sete anos de Pontificado

Hoje foi o último dia da visita de três dias de Joseph Ratzinger ao Líbano, a primeira a este país em seus sete anos de Pontificado, e a quarta ao Oriente Médio.

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