Mineiros em greve na África do Sul recusam nova proposta salarial

Empresa que controla a mina de platina na cidade de Marikana deve retomar as negociações na próxima segunda-feira

iG São Paulo |

Mais um episódio na grave situação que atinge mineiros em greve na África do Sul. Nesta sexta-feira, operários da mina de platina Lonmin, na cidade de Marikana, rejeitaram a nova proposta salarial apresentada pela empresa, esfriando assim as negociações para colocar fim à série de marchas e manifestações realizadas após o massacre de dezenas de trabalhadores em agosto.

"Não estamos interessados nesses valores", afirmou um dos líderes da greve, Molifi Phele, à agência de notícias Reuters. Além dele, alguns trabalhadores empunhavam paus, lanças e facões e cantavam músicas contra os patrões. "Isso que estão nos oferecendo não dá para comprar nada", completou.

AP
Mineiros em greve recusam nova oferta salarial da Lonmin

Representantes da empresa Lonmin, responsável por minas na região que fica cerca de 100 km de Johanesburgo, declararam que as negociações foram suspensas até segunda-feira.

Marchas

Após a justiça libertar os trabalhadores envolvidos no massacre de Marikana, cerca de 10 mil mineiros em greve iniciaram uma marcha a partir da mina de platina Lonmin, ameaçando matar qualquer operário quem não participasse da manifestação.

Leita mais: Mineiros iniciam marcha e ameaçam outros operários

O enorme grupo de trabalhadores chegou a fechar duas pistas de uma estrada. Vários manifestantes estavam armados de paus e fações e eram vigiados pela tropa de choque sul-africana. Entre os gritos de guerra, um dizia "os homens brancos estão tremendo" e outro "os policiais que nos atiram estão tremendo".

Violência

O estopim para a crise foi o massacre de dezenas de operários em Marikana, em agosto, por forças de segurança. O incidente é considerado o pior desde o fim do regime de apartheid, em 1994. O Ministro do Justiça da África do Sul, Jeff Radebe, disse que caçaria qualquer grupo clandestino que estivesse se reunindo para incitar a violência. "Todos aqueles que desobedecerem às leis serão levados à Justiça", disse.

Com Reuters

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