Argentinos saem às ruas para protestar contra governo de Cristina Kirchner

Escândalos de corrupção e aumento da violência provocaram manifestações em várias cidades do país em meio a rumores de que presidenta concorrerá a um terceiro mandato

iG São Paulo | - Atualizada às

Centenas de argentinos protestaram na noite de quinta-feira no que foi considerado o maior levante contra o governo da atual presidenta Cristina Kirchner, que enfrenta uma perda de popularidade desde sua reeleição no ano passado devido a escândalos de corrupção, aumento da violência e controle excessivo sobre a economia.

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Homem grita através do muro do palácio presidencial durante protesto na Praça de Maio, na Argentina


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"Cristina, o voto não prevê impunidade para fraudes morais ou acabar com nossa economia", lia-se em uma enorme faixa que um grupo de jovens expuseram na Praça de Maio, em frente ao palácio presidencial em Buenos Aires.

Os panelaços, conhecidos na Argentina como "cacerolazos", são uma tradição do país. Estes protestos, aparentemente, foram organizados por cidadãos comuns nas redes sociais, sem o apoio de partidos da oposição.

Houve concentrações ao pé do Obelisco e na cidade de Olivos, às portas da residência presidencial oficial, onde as manifestações se estenderam por cerca de duas horas e meia.

Além disso, houve protestos em Mendoza, Rosário, La Plata, Córdoba, Santa Fé, Gualeguaychú e Bariloche, segundo imagens transmitidas pela televisão local.

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Muitos argentinos temem que a presidenta use seu poder sobre o Congresso para tentar alterar a constituição e permitir que ela concorra às eleições em 2015. Se Cristina se reeleger seu mandato pode ser estendido para, no mínimo, 2019. 

Cristina minimizou os protestos durante um discurso na província de San Juán, localizado a 1,3 mil km da capital. "Eu não vou ficar nervosa, e ninguém vai me deixar", disse.

Em resposta aos pedidos de seus partidários para concorrer a um terceiro mandato, ela acrescentou que: "Eu vou fazer o que eu sempre fiz: lutar e trabalhar. Eu não conheço outro modo de viver."

"Eu espero que a presidenta entenda essa mensagem que muitos argentinos estão implorando que seja ouvida", disse o prefeito de Buenos Aires Maurício Macri em sua conta no Twitter.

Cristina, em seu discurso, sugeriu que as críticas a seu governo são feitas, na maior parte, por argentinos de classe alta. "Nós precisamos que todos entendam que nós colocamos mais recursos em setores mais vulneráveis", disse.

Com AP e EFE

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