Relatório culpa capitão, equipe e empresa por naufrágio do Costa Concordia

Especialistas apontados por tribunal dizem que série de erros, atrasos e falhas de segurança contribuíram para tragédia que matou 32 na Itália

iG São Paulo | - Atualizada às

Um grupo de especialistas nomeados por um tribunal italiano culpou primeiramente o capitão, mas também a equipe e a empresa, pelo naufrágio do Costa Concordia , que deixou 32 mortos em janeiro. De acordo com um relatório de 270 páginas, uma série de erros, atrasos e falhas de segurança contribuíram para a tragédia.

O Costa Concordia naufragou em 12 de janeiro perto da ilha de Giglio, na Toscana, depois de um desvio de rota feito pelo capitão Francesco Schettino . Ele é acusado de provocar o acidente, homicídio involuntário e abandonar a embarcação antes dos passageiros. Oito outras pessoas estão sendo investigadas e o tribunal de Grosseto ordenou uma investigação para determinar quem deve ir a julgamento. Uma audiência está marcada para o mês que vem.

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Reuters
Equipes retiram combustível do Costa Concordia, que naufragou na Itália (26/02)

No relatório, os especialistas afirmam que uma série de problemas atrapalhou a resposta à manobra de Schettino e contribuiu para a desordenada retirada de passageiros. Segundo o documento, a tripulação deu orientações erradas, não compreendeu ordens e não estava treinada para lidar com procedimentos de segurança e emergência.

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Além disso, segundo os especialistas, a empresa Costa Cruzeiros, responsável pelo navio, demorou a alertar as autoridades costeiras sobre o acidente. Em comunicado, a companhia negou a acusação, dizendo que Schettino era o responsável pelo alerta e que ele tinha dado garantias de que havia feito isso.

A Costa Cruzeiros também disse que não era capaz de discernir o quão importante era a emergência por causa do relato atrasado, parcial e confuso do capitão. A empresa negou que a tripulação era despreparada dizendo que “supostos problemas com certificados” não prejudicaram a retirada de passageiros.

Foi iniciado um trabalho para remover as toneladas de recife rochoso incorporados ao casco do Costa Concordia, um dos passos necessário para retirar o navio do local onde naufragou. O processo completo de remoção dos destroços deve demorar um ano.

Com AP

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