Polícia americana investiga novo suspeito de ter produzido filme anti-islâmico

Homem de origem egípcia seria o dono da empresa que financiou e dirigiu o longa-metragem

iG São Paulo |

A polícia dos Estados Unidos parece fechar o cerco nos responsáveis pela produção e divulgação do filme anti-islâmico que motivou a onda de ataques a embaixadas americanas. Nesta quinta-feira, agentes da Califórnia interrogaram Nakoula Basseley Nakoula, de 55 anos, que admitiu envolvimento no caso.

De acordo com a Associated Press, Nakoula - supostamente um cristão radical de origem egípcia - confirmou ser o gerente da empresa que produziu o vídeo no qual o profeta Maomé é retratado como um adúltero, pedófilo e sanguinário. A polícia, no entanto, trabalha com a hipótese de que ele possa ter sido, na verdade, o diretor do filme.

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A porta-voz do xerife da cidade de Cerritos, onde fica a residência de Nakoula, não quis comentar o caso e foi evasiva. "Estamos apenas protegendo as pessoas que necessitam", afirmou. Segundo relatos, porém, a porta da casa do suspeito é igual a uma que aparece nas filmagens.

Arquivo
Cena do filme que gerou onda de protestos em países muçulmanos

Produção barata

O filme foi rodado nos Estados Unidos e exibido em um pequeno cinema de Hollywood no final de junho. Mas foram os clipes postados no YouTube, e posteriormente traduzidos para o árabe, que parecem ter provocado os protestos.

No dia 30 de junho, o filme então chamado "The Innocence of Bin Laden" (A Inocência de Bin Laden) foi exibido pela primeira vez no cinema Vine Theatre, no Hollywood Boulevard. Um dos presentes à sessão, que pediu para não ser identificado, disse que o filme durava cerca de uma hora, tinha uma produção muito pobre e atraiu apenas um punhado de espectadores.

Protestos

Nos casos mais violentos de ataques desta quinta-feira, uma multidão invadiu a Embaixada dos EUA em Sanaa, capital do Iêmen, e dezenas ficaram feridos em choques entre manifestantes e policiais no Cairo, capital do Egito. Tumultos também foram registrados em Bangladesh, Iraque, Marrocos, Sudão, Tunísia e na Faixa de Gaza.

Com BBC e AP

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