Imprensa chinesa cita vice-presidente, mas rumores persistem

Agência diz que Xi Jinping enviou condolências à família de funcionário do Partido Comunista, mas não divulga imagens de líder que não aparece há dez dias

iG São Paulo |

A China nesta quinta-feira comentários atribuídos ao vice-presidente Xi Jinping, cujo desaparecimento de mais de dez dias da vida pública desencadeou rumores sobre sua saúde. A expectativa é que Xi seja nomeado novo líder do Partido Comunista no mês que vem e assuma o cargo de presidente da China em março, no lugar de Hu Jintao. 

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AP
Xi Jinping, em foto tirada no dia 1º de setembro

Em despacho divulgado na noite de quarta-feira, o serviço noticioso China News disse que Xi e outros líderes chineses manifestaram condolências à família de Huang Rong, funcionário aposentado da região de Guanxi, que morreu na segunda-feira - quando Xi deixou de comparecer a uma reunião em Pequim com a secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton.

Novamente questionado sobre Xi na sua entrevista coletiva desta quinta-feira, o porta-voz da chancelaria, Hong Lei, se negou a comentar. "Já respondi a essa pergunta muitas vezes", afirmou.

O governo chinês ainda não divulgou nota respondendo diretamente aos rumores sobre o dirigente, de 59 anos. Especula-se que ele teria sofrido uma dor nas costas, um problema cardíaco, um derrame ou um acidente de carro.

Um estrategista de uma corretora de títulos dos EUA em Tóquio, disse, pedindo anonimato, que o silêncio da China - embora siga a tradição de não discutir a saúde de seus líderes - pode indicar alguma discordância nos bastidores. "Suponho que todo esse incidente reflita alguns atritos nos bastidores na formulação de políticas sob a nova liderança", acrescentou.

Mas a incerteza por enquanto não influi negativamente nos mercados chinês ou global, preocupado demais que estão com a crise da dívida na Europa e com a desaceleração na economia da própria China.

Xi é amplamente apontado como futuro presidente da China, a ser aclamado num congresso partidário previsto para outubro. O regime comunista chinês troca seu primeiro escalão a cada dez anos, e o processo neste ano está sendo marcado por vários escândalos - notavelmente a destituição do dirigente regional Bo Xilai, cuja mulher foi recentemente condenada à morte pelo assassinato de um empresário britânico, mas teve a pena suspensa.

Com Reuters

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