Premiê da Rússia defende libertação de integrantes da banda Pussy Riot

Mesmo com 'nojo' delas, Dmitry Medvedev diz que sentença de três anos é 'muito severa'

iG São Paulo |

As integrantes da banda punk Pussy Riot devem ser libertadas. Essa é a opinião do primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Medvedev, emitida em um programa de televisão nesta quarta-feira. Em agosto, as três mulheres que formam o conjunto musical foram condenadas a três anos de prisão após protestarem contra a política russa em uma catedral de Moscou.

AP
Nadezhda Tolokonnikova, Maria Alekhina e Yekaterina, do Pussy Riot, detidas em corte de Moscou (8/8)

"O prolongamento da prisão delas me parece improdutivo", afirmou Medvedev. "Suspender a pena, levando em consideração o tempo que elas já ficaram presas seria inteiramente suficiente", acrescentou.

Na época em que assumiu a presidência da Rússia, Medvedev se dizia um reformista liberal. Mesmo assim, ele criticou a atitude de Nadezhda Tolokonnikova, Maria Alyokhina e Yekaterina Samutsevich, integrantes do Pussy Riot.

"Eu tenho nojo do que elas fizeram, da aparência delas, de toda a histeria que isso causou", disse. Porém, deixou claro que considera a sentença de três anos de prisão muito "severa".

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