Obama condena ataque que matou embaixador dos EUA na Líbia

Presidente americano diz que Christopher Stevens era um "corajoso e exemplar representante dos Estados Unidos"

iG São Paulo |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou nesta quarta-feira o ataque que matou o embaixador americano na Líbia, Christopher Stevens , e outros três funcionários da representação diplomática do país em Benghazi.

Em comunicado, Obama afirmou que Stevens era "um corajoso e exemplar representante dos Estados Unidos" e disse ter ordenado "que todos os recursos necessários sejam usados para apoiar a missão americana na Líbia e para aumentar a segurança dos diplomatas ao redor do mundo."

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AP
O embaixador dos EUA na Líbia, Chris Stevens, fala com a mídia local em Benghazi (11/04/2011)

"Condeno fortemente esse ataque revoltante contra nossa representação diplomática em Benghazi", disse Obama. Os quatro funcionários, segundo ele, eram "exemplos do comprometimento dos Estados Unidos com a liberdade, a justiça e a parceria com nações do mundo inteiro".

De acordo com o governo líbio, o ataque aconteceu na noite de terça-feira, quando manifestantes deram início a um protesto por causa de um filme americano que ataca o profeta Maomé. Stevens e um grupo de funcionários foram ao consulado para tentar retirar a missão americana do local, mas o prédio foi atacado por homens armados fazendo disparos e jogando bombas. Eles atearam fogo na representação diplomática e Stevens teria morrido sufocado no incêndio.

Diplomata fluente em árabe e francês, Stevens já tinha passado duas temporadas na Líbia e chefiou o escritório em Benghazi durante a revolta popular contra o líder Muamar Kadafi, morto no ano passado.

Ele foi confirmado no posto de embaixador da Líbia no início do ano. Em sua biografia no site do Departamento de Estado, ele disse que se considerava "afortunado por participar deste incrível período de mudança e esperança na Líbia."

A representação diplomática norte-americana na capital do Egito, Cairo, também foi atacada nesta terça-feira. No início do dia, manifestantes atacaram a embaixada americana no Cairo, também por causa do filme. Eles rasgaram a bandeira americana, que estava a meio mastro por causa do 11 de Setembro , e colocaram cartazes islâmicos no lugar.

Com AP e BBC Brasil

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