Em greve, mineiros iniciam marcha na África do Sul e ameaçam outros operários

Cerca de dez mil trabalhadores fecham estrada carregando facões, lanças e paus

iG São Paulo |

Após a justiça libertar os trabalhadores envolvidos no massacre de Marikana, a situação na África do Sul continua se agravando. Nesta segunda-feira, cerca de 10 mil mineiros em greve iniciaram uma marcha a partir da mina de platina Lonmin, ameaçando matar qualquer operário quem não participasse da manifestação.

AP
Mineiros tomam estrada próxima à mina Lonmin

O enorme grupo de trabalhadores chegou a fechar duas pistas de uma estrada próxima a Rustenburg e se estendia por mais de um quilômetro. Vários manifestantes estavam armados de paus e fações e eram vigiados pela tropa de choque sul-africana. Entre os gritos de guerra,
um dizia "os homens brancos estão tremendo" e outro "os policiais que nos atiram estão tremendo".

Entenda o conflito: Polícia abre fogo contra mineiros na África do Sul

Outra greve também atinge a Gold Fields, uma das quatro maiores mineradoras de ouro do mundo. Segundo a empresa, cerca de 15 mil trabalhadores estão paralisados em sua operação na mina KDC Oeste, e outros 12 mil na mina KDC Leste.

As negociações salarias para acabar com a greve já duram mais de um mês. Um mediador independente disse que só poderia participar do processo caso os mineradores voltassem aos seus postos de trabalho até o prazo desta segunda-feira. A maioria, porém, não retornou.

Até o momento, a crise no setor de mineração da maior enconomia da África já deixou um saldo de quase 40 mortos e dezenas de feridos.

Com AP

    Leia tudo sobre: África do Sulmineirosgreve

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG