Julgado à revelia, Tareq Al-Hashemi é considerado culpado de liderar um esquadrão da morte responsável por 150 explosões, assassinatos e outros ataques

O vice-presidente do Iraque, Tareq Al-Hashemi (20/12/2011)
Reuters
O vice-presidente do Iraque, Tareq Al-Hashemi (20/12/2011)

Julgado à revelia, o vice-presidente do Iraque, o sunita Tareq Al-Hashemi, foi condenado à morte neste domingo após ser considerado culpado de liderar um esquadrão da morte contra forças de seguranças e iraquianos xiitas.

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Hashemi, que nega as acusações, não estava no tribunal. Ao ser acusado, em dezembro, ele fugiu do Iraque e atualmente se encontra na Turquia. Ele tem 30 dias para recorrer da sentença.

O tribunal de Bagdá condendou Hashemi e seu genro de matar um advogado e um oficial de segurança. Eles foram absolvidos de um terceiro assassinato por falta de provas.

As acusações contra Hashemi, uma das principais autoridades sunitas do Iraque, aumentou as tensões de sunitas e curdos contra o primeiro-ministro do Iraque, Nouri Al-Maliki, um xiita, a quem acusam de tentar monopolizar o poder. 

O julgamento contou com dez audiência e o depoimento de um dos ex-seguranças do vice-presidente, que afirmou ter sido pago por ele para cometer ataques. Hashemi disse acreditar que seus seguranças tenham sido torturados ou coagidos a testemunhar contra ele.

O governo xiita acusou Hashemi de estar envolvido em 150 explosões, assassinatos e outros atentados entre 2005 e 2011, muitos cometidos por seus seguranças e outros funcionários.

Com AP

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