Governo colombiano, porém, afirmou que operações militares contra grupo guerrilheiros continuarão durante as conversas, marcadas para começar em outubro

Mauricio Jaramillo, um dos líderes das Farc, durante entrevista em Havana (04/09)
AP
Mauricio Jaramillo, um dos líderes das Farc, durante entrevista em Havana (04/09)

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) afirmaram nesta quinta-feira que vão pedir a implementação de um cessar-fogo no início das negociações de paz com o governo colombiano, marcadas para começar em 8 de outubro na Noruega.

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"Vamos propor um cessar-fogo imediatamente quando sentarmos à mesa", disse Mauricio Jaramillo, um dos chefes das Farc, em entrevista coletiva em Havana.

O acordo preliminar, detalhado pelo presidente da Colômbia , Juan Manuel Santos, nesta semana, não inclui um cessar-fogo. O governo afirmou que as operações militares contra o grupo continuariam apesar das negociações.

Santos chamou o acordo de um mapa para a "paz definitiva" e disse que ele foi alcançado após seis meses de negociações diretas em Cuba, que atuou como mediador junto à Noruega. Antes, houve um trabalho preparatório de um ano e meio.

Segundo Santos, a rodada de negociações - a quarta com as Farc em três décadas - será diferentes das anteriores por definir uma "agenda realista" que inclui a eventual entrega de armas pelos membros das Farc, que seriam integrados à vida política do país. Outros movimentos rebeldes da Colômbia, mais notavelmente o M-19, em 1990, já fizeram isso de maneira bem-sucedida.

O presidente colombiano afirmou que os pontos-chave das negociações serão reforma agrária, a devolução de terras roubadas, reducação da pobreza e compensação para vítimas. Outro tema importante é o tráfico de drogas, um ponto sensível pelo fato de a atividade ser considerada a principal fonte de renda das Farc.

Com Reuters, AP e BBC

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