Presidente da Colômbia detalha 'acordo preliminar' com Farc

Santos diz que 'mapa para a paz definitiva' foi alcançado após meses de negociações em Cuba; diálogo começa em outubro na Noruega

iG São Paulo | - Atualizada às

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, detalhou nesta terça-feira o acordo preliminar assinado com o grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para encerrar um conflito armado de quase 50 anos que causou milhares de mortes. As negociações começarão na primeira quinzena de outubro em Oslo, na Noruega, e continuarão em Havana, Cuba.

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AFP
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, faz pronunciamento sobre as Farc em Bogotá

Em discurso televisionado, Santos chamou o acordo de um mapa para a "paz definitiva" e disse que ele foi alcançado após seis meses de negociações diretas em Cuba, que atuou como mediador junto à Noruega. Antes, houve um trabalho preparatório de um ano e meio.

O acordo não inclui um cessar-fogo. Segundo Santos, a rodada de negociações - a quarta com as Farc em três décadas - será diferentes das anteriores por definir uma "agenda realista" que inclui a eventual entrega de armas pelos membros das Farc, que seriam integrados à vida política do país. Outros movimentos rebeldes da Colômbia, mais notavelmente o M-19, em 1990, já fizeram isso de maneira bem-sucedida.

O presidente colombiano afirmou que os pontos-chave das negociações serão reforma agrária, a devolução de terras roubadas, reducação da pobreza e compensação para vítimas. Outro tema importante é o tráfico de drogas, um ponto sensível pelo fato de a atividade ser considerada a principal fonte de renda das Farc.

Santos não estabeleceu um cronograma claro de negociações. "Se não houver avanço, simplesmente não vamos continuar", afirmou, acrescentando que "operações militares vão continuar com a mesma intensidade ou até maior".

Horas depois do pronunciamento de Santos, as Farc divulgaram uma mensagem que anunciou "o início das negociações como parte do árduo, mas necessário caminho da construção da paz estável e duradoura para a Colômbia", disse o Comandante Mauricio Jaramillo, ao lado de outras cinco pessoas, no Palácio de Convenções de Havana.

Com AP

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