Monastério cristão na Cisjordânia é vandalizado por pró-colonos

Frases de apoio a ocupação são pichadas em possível retaliação pela retirada de famílias de assentamento judaico

iG São Paulo |

Um monastério cristão em território ocupado por Israel perto de Jerusalém foi vandalizado nesta terça-feira. Frases de apoio a colonos israelenses foram pichadas nas paredes do local, em uma possível retaliação pela retirada de famílias de um assentamento judaico não autorizado.

O nome do assentamento, Migron, que foi esvaziado após a decisão de um tribunal no domingo, foi pichado na parede do famoso Monastério Latrun, ao lado dos dizeres "Jesus é um macaco", informou a polícia.

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AP
Padre observa pichação em monastério vandalizado perto de Jerusalém

Autoridades de segurança israelenses afirmaram que estavam preocupados com a possibilidade de a retirada de 50 famílias de Migron, perto da cidade palestina de Ramallah, na Cisjordânia, provocar retaliações de um grupo que vigia os assentamentos, conhecido como "política do preço".

A "política do preço" refere-se a atos de vingança de alguns colonos israelenses que afirmam que irão revidar da mesma forma qualquer tentativa do governo de restringir os assentamentos judaicos nas regiões ocupadas da Cisjordânia, área que os palestinos querem como parte de seu futuro Estado. O grupo de colonos mira mesquitas e, com menos frequência, igrejas católicas, e veem qualquer local não judaico como uma intrusão.

Um rabino israelense que visitou o local chamou o ataque de um "evento feio". "Como rabino e cidadão israelense estou envergonhado e profundamente perturbado pelo fato de que esta não é a primeira vez que este tipo de evento acontece em Israel", disse o rabino Gilad Kariv, chefe da vertente reformista do judaísmo no país, à Reuters TV. "Precisamos garantir que outros fiés, outras comunidades se sintam seguras aqui", acrescentou Kariv.

O Monastério Latrun fica localizado em territórios que Israel tomou na guerra de 1967 e anexou - medida que nunca foi reconhecida internacionalmente. A polícia disse ter iniciado uma investigação sobre o ataque.

Com Reuters

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